Influenciadora Isabel Veloso morre aos 19 anos após lutar contra câncer raro

A influenciadora Isabel Veloso faleceu após luta contra o linfoma de Hodgkin. Conheça os sintomas, fatores de risco e a importância do diagnóstico precoce da doença.

Jan 12, 2026 - 15:20
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Influenciadora Isabel Veloso morre aos 19 anos após lutar contra câncer raro
A influenciadora digital Isabel Veloso faleceu neste sábado (10), aos 19 anos, após enfrentar uma batalha de quase três anos contra um linfoma de Hodgkin. A jovem, que compartilhava sua rotina de tratamento nas redes sociais, estava internada desde dezembro. Fonte: Revista Quem

A influenciadora digital Isabel Veloso morreu neste sábado (10), aos 19 anos, após uma batalha de quase três anos contra um linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que afeta o sistema linfático. O diagnóstico foi feito em 2021. A jovem estava internada desde dezembro e teve o quadro agravado após uma crise respiratória causada pelo excesso de magnésio no sangue, sendo entubada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A morte comoveu seguidores e reacendeu o debate sobre a importância do diagnóstico precoce da doença.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o linfoma de Hodgkin tem origem no sistema linfático, responsável pela defesa do organismo. Uma de suas principais características é a capacidade de se espalhar de um grupo de linfonodos para outro por meio dos vasos linfáticos.

A doença geralmente se inicia quando um linfócito, célula de defesa do corpo, sofre uma mutação e passa a se multiplicar de forma descontrolada, atingindo tecidos próximos. O câncer costuma surgir com maior frequência no pescoço e no tórax e afeta mais homens do que mulheres. Apesar da gravidade, os avanços da medicina fazem com que, atualmente, a maioria dos pacientes possa ser curada com o tratamento adequado.

Pessoas com o sistema imunológico comprometido, como portadores do HIV ou pacientes que utilizam medicamentos imunossupressores, apresentam maior risco de desenvolver a doença. O histórico familiar também é um fator relevante. Além disso, profissionais expostos a agrotóxicos, solventes e agentes químicos, como agricultores e trabalhadores da indústria da madeira, podem ter risco aumentado, especialmente quando o contato ocorre com substâncias comprovadamente cancerígenas.

Os sintomas do linfoma de Hodgkin variam conforme a região afetada. Quando a doença atinge linfonodos superficiais — no pescoço, axilas ou virilha — surgem ínguas indolores. Já nos casos em que o câncer se desenvolve no tórax, podem ocorrer tosse, falta de ar e dor no peito. Na região abdominal ou pélvica, os sinais incluem desconforto e distensão abdominal.

Outros sintomas considerados sinais de alerta são febre persistente, cansaço excessivo, suor noturno, perda de peso sem causa aparente e coceira pelo corpo. Diante desses indícios, especialistas recomendam procurar atendimento médico para investigação. O diagnóstico definitivo é feito por meio de biópsia da área afetada.

Na maioria dos casos, o linfoma de Hodgkin é tratado com poliquimioterapia, que combina diferentes medicamentos. O número de ciclos varia conforme o estágio da doença e se ela está localizada ou avançada. Quando identificado precocemente, o câncer apresenta altas taxas de cura.

A morte de Isabel Veloso gerou comoção nas redes sociais, onde ela compartilhava sua rotina e a luta contra a doença. Sua história chama atenção para a importância da informação, do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico, especialmente entre jovens, público no qual o câncer ainda costuma ser subestimado.

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