Com a chegada do outono e do inverno, principalmente entre os meses de maio e junho, o clima mais seco e a queda das temperaturas favorecem o aumento da presença de pragas urbanas e agrícolas em cidades como Andradas, importante região produtora de café.
Entre os principais problemas registrados neste período estão ratos e camundongos, que costumam buscar abrigo e calor dentro de residências e estabelecimentos comerciais. Aranhas e escorpiões também seguem ativos, especialmente em locais com acúmulo de entulho, forros e frestas.
As baratas de esgoto aparecem com mais frequência devido às mudanças climáticas, saindo de bueiros e encanamentos em busca de ambientes mais quentes e úmidos. Já as formigas intensificam a procura por restos de alimentos dentro das casas. Os cupins também continuam ativos, principalmente em áreas subterrâneas e solos mais aquecidos.
Pulgas e carrapatos merecem atenção nesta época do ano, já que os animais domésticos permanecem mais tempo em ambientes internos, o que favorece a proliferação desses parasitas.
No campo e em jardins, produtores e moradores devem ficar atentos ao surgimento de pulgões e cochonilhas, que atacam plantas ao se alimentarem da seiva, prejudicando culturas de inverno. Lesmas e caracóis também costumam aparecer em noites úmidas, causando danos às folhas.
Nas lavouras de café, o bicho-mineiro pode surgir no fim do período seco e no início da elevação das temperaturas. Fungos como ferrugem, oídio e míldio também preocupam os produtores por causa da umidade elevada e do excesso de irrigação em algumas áreas.
Entre as medidas preventivas recomendadas estão vedar frestas e buracos, manter a limpeza de restos de alimentos, evitar acúmulo de entulhos e materiais de construção, além de realizar limpeza frequente de ralos e inspeção em caixas de gordura.
Em hortas e áreas com plantas, a orientação é observar regularmente as folhas para identificar rapidamente focos de pulgões, lesmas e outras pragas.