Zema descarta ser vice de Flávio Bolsonaro e reafirma pré-candidatura à Presidência

Zema descarta ser vice de Flávio Bolsonaro em 2026. O governador de Minas reafirma pré-candidatura à Presidência e foca na "limpeza" política do Brasil. Confira.

Zema descarta ser vice de Flávio Bolsonaro e reafirma pré-candidatura à Presidência
Governador tratou do assunto em agenda com a Polícia Civil nesta segunda-feira Foto: Rodney Costa/ O TEMPO

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), negou nesta segunda-feira (12) qualquer possibilidade de compor como vice-presidente em uma eventual chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ao comentar o tema pela primeira vez, Zema reafirmou que mantém sua pré-candidatura à Presidência da República e que pretende levá-la até o fim.

A declaração foi feita durante agenda oficial em Belo Horizonte, na qual o governador anunciou R$ 4,3 milhões em investimentos para a Polícia Civil de Minas Gerais. Questionado pela imprensa, Zema foi direto:
Eu sou pré-candidato, como já aconteceu o lançamento no ano passado, continuo com a pré-candidatura e irei até o final — afirmou.

Desde agosto de 2025, o governador vem articulando seu projeto nacional. Nos últimos dias, surgiram especulações sobre uma possível composição com Flávio Bolsonaro, articulação que estaria sendo defendida pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, que trabalha pela unificação de nomes da direita para enfrentar a tentativa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro, chegou a defender publicamente o nome de Zema como vice.
O melhor vice é o Zema, na minha opinião. A eleição vai ser decidida pelo Sudeste — disse em entrevista ao jornal O Globo.

Apesar disso, pessoas próximas ao governador e à executiva nacional do Novo afirmam que não houve qualquer contato formal para tratar de uma eventual candidatura de Zema como vice. Nos bastidores, a avaliação é de que o governador mantém sua candidatura no primeiro turno, mas deixa aberta a possibilidade de alianças em um eventual segundo turno.

Aliados também lembram que Zema teve uma conversa com o ex-presidente Jair Bolsonaro, ainda em 2025, na qual teria sido incentivado a seguir com seus planos. Segundo o governador, Bolsonaro avaliou que múltiplas candidaturas da direita no primeiro turno não prejudicam uma união posterior.

Em dezembro, o vice-governador Mateus Simões (PSD) minimizou a chance de unificação precoce.
O governador Romeu Zema é o chefe do segundo maior colégio eleitoral do Brasil, com mais de 65% de aprovação. Não vejo motivo, neste momento, para abrir mão da candidatura — afirmou.

Disputa interna, mesmo campo político

Embora disputem o mesmo eleitorado, Zema tem evitado tratar Flávio Bolsonaro como adversário direto. Em publicação nas redes sociais, no início de dezembro, o governador afirmou que o foco da direita em 2026 é retirar o PT do poder.
Múltiplas candidaturas no primeiro turno ajudam a somar forças no segundo. Contem comigo até o fim pra isso — escreveu.

Acenos ao eleitorado

Enquanto os bastidores políticos seguem aquecidos, Zema intensifica sua exposição nacional. No domingo (11), publicou um vídeo nas redes sociais comparando a limpeza de um quintal às eleições de 2026. No material, o governador falou em “dar destino às frutas podres”, em referência indireta ao atual cenário político e à prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro.

Espero que em 2026 o Brasil também faça essa limpeza. Se a gente não limpar agora, vai ficar cada vez pior — declarou.

Zema lançou oficialmente sua pré-candidatura em agosto de 2025, durante evento do Partido Novo, em São Paulo. Para disputar o Palácio do Planalto, ele deverá deixar o comando do Executivo mineiro até o fim de março, respeitando o prazo de desincompatibilização definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).