Turismo gastronômico cresce, mas problemas com a comida aumentam quase 50% em um ano

Casos de mal-estar digestivo em viagens subiram quase 50% entre 2024 e 2025. Veja as dicas da Coris para proteger seu roteiro e evitar gastos médicos inesperados.

Turismo gastronômico cresce, mas problemas com a comida aumentam quase 50% em um ano
De acordo com Claudia Brito, diretora da Coris, embora o turismo gastronômico seja uma tendência crescente, ingredientes desconhecidos e temperos intensos podem desafiar o sistema digestivo de quem não está habituado. Fonte/Mídia: Unimed Fortaleza

Viajar para degustar pratos típicos se tornou um dos maiores desejos dos brasileiros, mas nem sempre a experiência gastronômica sai como planejado. Um levantamento exclusivo da Coris, empresa de assistência e seguro viagem, aponta que os sinistros relacionados à alimentação — como intoxicação, diarreia, vômitos e dores abdominais — cresceram 48,6% entre 2024 e 2025, afetando viajantes nacionais e internacionais.

“O turismo gastronômico cresceu muito, e isso é ótimo. Mas uma refeição mal escolhida pode interromper totalmente o roteiro. Estamos vendo um avanço expressivo nas ocorrências ligadas à alimentação”, afirma Claudia Brito, diretora comercial e de marketing da Coris.

O levantamento confirma uma tendência global: a culinária local é um dos principais fatores na escolha do destino, principalmente entre jovens e famílias. Países como México, Tailândia, Peru, Portugal e regiões do norte do Brasil atraem turistas pelos sabores intensos, ingredientes frescos e tradições culinárias. Mas, segundo Claudia, temperos fortes e ingredientes pouco conhecidos podem desafiar o organismo.

  • Interrupção média de 48 horas no roteiro;

  • Gastos extras com medicamentos, hidratação, consultas médicas e, em casos graves, internações;

  • Perda de passeios e reservas em restaurantes, afetando o planejamento da viagem;

  • Custos elevados em destinos internacionais, chegando a até US$ 2 mil por consulta emergencial, enquanto na Europa a média fica entre €150 e €400.

  • Evitar barracas de rua e alimentos crus, especialmente frutos do mar;

  • Manter hidratação reforçada;

  • Cautela com pimentas fortes, molhos fermentados e especiarias intensas;

  • Introduzir pratos diferentes da rotina aos poucos, nos primeiros dias da viagem;

  • Optar por refeições leves antes de longos deslocamentos ou passeios.

Claudia também reforça a importância de verificar o seguro viagem: “Muitos planos excluem intoxicações alimentares, mas quando cobertos, consultas, medicamentos e atendimento imediato podem ser garantidos. É uma proteção essencial para quem vai explorar temperos e culinárias muito particulares”.

Com o crescimento do turismo gastronômico, os cuidados simples e a escolha de um bom seguro podem fazer a diferença entre uma viagem dos sonhos e um roteiro interrompido por problemas digestivos.