A Conmebol abriu um processo disciplinar contra o Cruzeiro por conta de um gesto considerado discriminatório realizado por um torcedor durante a partida contra o Boca Juniors, válida pela terceira rodada da Copa Libertadores, no Mineirão. O torcedor cruzeirense provocou os argentinos exibindo uma nota de dois reais, atitude interpretada como ofensa relacionada à situação econômica da Argentina.
O clube mineiro foi enquadrado no Artigo 15.2 do Código Disciplinar da Conmebol, que prevê punições para atos que atentem contra a dignidade humana por motivos ligados à origem, raça, condição econômica ou outros tipos de discriminação. A multa mínima prevista é de 100 mil dólares, valor que ultrapassa R$ 500 mil na cotação atual.
O episódio relembra um caso semelhante ocorrido em 2024, quando torcedores do Cruzeiro arremessaram moedas e rasgaram notas em direção aos argentinos durante confronto entre as equipes pelas oitavas de final da Libertadores.
Além do gesto discriminatório, a Conmebol também abriu outros processos contra o Cruzeiro por atraso na entrada em campo, arremesso de objetos no gramado e utilização de sinalizadores durante a partida.
O Boca Juniors também passou a ser alvo de investigação da entidade sul-americana. Um torcedor argentino foi flagrado fazendo gestos racistas em direção à torcida cruzeirense no Mineirão. O homem chegou a ser detido pela polícia e, posteriormente, virou réu por racismo na Justiça de Minas Gerais.
Os episódios aumentam a pressão sobre os clubes e reforçam o endurecimento das punições da Conmebol em casos de discriminação dentro dos estádios sul-americanos.