Governo lança Novo Desenrola Brasil para renegociar dívidas de até 20 milhões de brasileiros
Governo lança o Novo Desenrola Brasil com descontos de até 99% para estudantes do Fies e facilidades para famílias com renda de até R$ 8,1 mil. Veja como aderir.
O governo federal lançou nesta terça-feira (5) o novo programa Novo Desenrola Brasil, iniciativa que busca reduzir o nível recorde de endividamento das famílias brasileiras e ampliar o acesso à renegociação de débitos em diferentes setores da economia.
Apresentado em Brasília pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa terá duração inicial de 90 dias e deve atender diferentes públicos, incluindo famílias de baixa e média renda, estudantes endividados com o Fies, micro e pequenos empresários e pequenos produtores rurais.
O Novo Desenrola foi estruturado em quatro eixos principais. No caso das famílias, poderão participar brasileiros com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) e dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos, especialmente em modalidades como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. A renegociação será feita diretamente com os bancos.
Segundo o governo, o objetivo é atingir a maior parte da população endividada. A estimativa é de que até 20 milhões de pessoas sejam beneficiadas apenas no segmento das famílias, além de outros públicos alcançados pelo programa, como estudantes do Fies e agricultores familiares.
As condições de renegociação incluem descontos que variam de 30% a 90%, taxa de juros limitada a 1,99% ao mês e prazo de até 48 meses para pagamento. Em alguns casos, o pagamento da primeira parcela poderá ser feito em até 35 dias após a adesão.
No caso específico do FIES, o programa prevê condições diferenciadas, com descontos que podem chegar a 99% para estudantes de baixa renda inscritos no CadÚnico e parcelamentos estendidos para outras faixas de beneficiários.
O governo também anunciou mecanismos de garantia para viabilizar as renegociações, como a utilização do Fundo de Garantia de Operações (FGO) e possibilidade de uso parcial do FGTS para quitação de dívidas. A expectativa é que o programa movimente até R$ 42 bilhões em renegociações de dívidas originais, com impacto direto na redução da inadimplência no país.
Segundo o Ministério da Fazenda, a proposta busca não apenas aliviar o orçamento das famílias, mas também reaquecer o consumo e dar maior fôlego à economia, em um cenário de alto endividamento nacional.
Qual é a sua reação?








