O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, voltou ao centro do debate político ao apresentar um plano econômico de forte viés privatista durante sua pré-candidatura à Presidência da República. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o político defendeu uma redução drástica do tamanho do Estado e prometeu medidas contundentes caso seja eleito.
Entre as principais propostas, Zema afirmou que pretende privatizar duas das maiores estatais do país, a Petrobras e o Banco do Brasil. Segundo ele, a iniciativa faz parte de um “plano implacável” para reorganizar as contas públicas e estimular o crescimento econômico por meio da iniciativa privada.
No discurso, o pré-candidato fez críticas à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que o governo federal gasta mais do que arrecada e recorre ao endividamento para equilibrar as contas. Ele também mencionou a dívida pública, atualmente próxima de R$ 9 trilhões, como um dos principais desafios a serem enfrentados.
Além das privatizações, Zema prometeu cortar gastos que classificou como excessivos, incluindo supersalários, benefícios e estruturas que, segundo ele, sustentam privilégios em Brasília. O plano também prevê a venda de outras estatais consideradas deficitárias, como a Correios, além da redução da participação do governo em empresas privadas.
A defesa de privatizações não é novidade na trajetória política do ex-governador. Desde a campanha ao governo de Minas Gerais, em 2018, Zema já propunha a venda de empresas públicas estaduais, como a Cemig e a Copasa. Durante sua gestão, a privatização da Copasa foi concluída no contexto de adesão ao programa de renegociação de dívidas dos estados, enquanto a venda da Cemig enfrentou maior resistência política.
Com um discurso direto e promessas de mudanças estruturais, Zema tenta se consolidar como uma alternativa no cenário nacional, apostando em uma agenda liberal e em críticas à condução econômica atual.