Haddad defende coordenação nacional para combater crime organizado e critica governadores
O ministro Fernando Haddad defende a PEC da Segurança e afirma que ações isoladas geram "mortandade" sem resolver o crime organizado. Veja os detalhes.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (29/1) que o combate eficaz ao crime organizado depende de coordenação nacional e cooperação entre os estados. Em entrevista ao programa Acorda, do Metrópoles, Haddad criticou governadores que, segundo ele, transformam a segurança pública em disputa política. “Deveriam pensar dois palmos diante do nariz”, declarou.
Para o ministro, estratégias isoladas e ações mais violentas contra facções criminais não resolvem o problema e acabam gerando mortes. “Toda iniciativa mais vigorosa contra o crime acaba em genocídio, mortandade e não resolve o problema de segurança. Então, sem uma coordenação dos órgãos de segurança, não avançamos. Estamos buscando organizar o Estado para combater o crime”, afirmou.
Haddad também elogiou o trabalho do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski na formulação da PEC da Segurança, prevista para votação na Câmara até março. A proposta é considerada uma das prioridades do governo Lula e busca integrar as forças de segurança em nível nacional, fortalecendo o enfrentamento às organizações criminosas.
O relator da PEC na Câmara, deputado Mendonça Filho (União-PE), informou que a análise do texto deve ocorrer no final de fevereiro. “Depois da apresentação às bancadas, prevista para a primeira e segunda semanas de fevereiro, o tema será apreciado na comissão especial e, em seguida, no plenário da Câmara dos Deputados, por volta dos dias 23 e 24”, explicou.
Haddad reforçou que, sem uma atuação coordenada e baseada em inteligência, dificilmente será possível reduzir a força das facções criminosas no país. “Os governadores precisam entender que o enfrentamento ao crime depende de organização e planejamento, e não de disputas políticas insanas”, completou.


Gabriella Nobre 


