Professores e trabalhadores terceirizados da educação de BH paralisam atividades por melhorias salariais e estruturais

Professores e terceirizados da rede municipal de Belo Horizonte fazem paralisação nesta quinta (16). Confira as reivindicações e o risco de greve na capital mineira.

Abr 16, 2026 - 10:03
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Professores e trabalhadores terceirizados da educação de BH paralisam atividades por melhorias salariais e estruturais
Além da questão salarial, o sindicato denuncia a falta de professores substitutos e a sobrecarga de trabalho nas escolas. crédito: Leandro Couri/EM/D.A.Press // Estado de Minas

Nesta quinta-feira (16), a rede municipal de educação de Belo Horizonte registra uma paralisação que envolve professores concursados e trabalhadores terceirizados. A mobilização, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal (Sind-Rede/BH), faz parte da campanha salarial da categoria e reforça a cobrança por melhores condições de trabalho nas escolas da cidade.

Segundo o sindicato, servidores efetivos e terceirizados se unem em diferentes frentes de mobilização. A programação inclui um ato público às 9h, em frente à Prefeitura de Belo Horizonte, e uma assembleia às 14h na Praça da Estação, na qual os trabalhadores discutirão os próximos passos da mobilização, incluindo um possível indicativo de greve.

Entre as principais reivindicações estão a assinatura dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) dos trabalhadores terceirizados, incluindo funcionários da Minas Gerais Administração e Serviços (MGS) e da empresa Arte Brilho, responsáveis por funções como cantineiros e porteiros. A categoria também pede a inclusão dos auxiliares educacionais no acordo da MGS, a regularização do pagamento de vale-transporte e vale-alimentação, e a formalização dos vínculos contratuais.

Além disso, o Sind-Rede/BH alerta para problemas estruturais na rede municipal, como falta de professores, sobrecarga de trabalho, redução de recursos nas escolas e precarização das condições de ensino. O sindicato denuncia ainda dificuldades de diálogo com a Secretaria Municipal de Educação (Smed) e demora na implementação de direitos trabalhistas já reivindicados.

A reportagem do Estado de Minas entrou em contato com a Prefeitura de Belo Horizonte para comentar as demandas da categoria e aguarda posicionamento.

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