Operação “Bomba Fantasma” investiga fraudes fiscais e venda de combustível adulterado no Sul de Minas
O Comitê de Recuperação de Ativos deflagrou a Operação Bomba Fantasma no Sul de Minas contra rede de postos por fraude tributária, sonegação (compra sem nota) e venda de combustível adulterado com metanol. Mandados em Três Pontas, Varginha, Poços de Caldas e mais.
O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Minas Gerais deflagrou, na manhã desta quarta-feira (3), a Operação Bomba Fantasma, que apura fraudes tributárias e a comercialização de combustível adulterado envolvendo uma rede de postos do Sul de Minas.
Ao todo, dez mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Três Pontas, Boa Esperança, Varginha, São Lourenço, Lavras e Poços de Caldas. As ações ocorreram em postos de combustíveis, residências de empresários e na sede de uma transportadora que, segundo as investigações, teria sido beneficiada pelo esquema.
De acordo com levantamentos da Receita Estadual, o grupo investigado adotava como modelo de negócio a aquisição de combustíveis sem nota fiscal de entrada, o que possibilitava a sonegação de impostos e, ao mesmo tempo, a ocultação da origem do produto. A prática também levantou suspeitas sobre a qualidade do combustível comercializado. Em fiscalizações anteriores, postos da mesma rede já haviam sido autuados pela venda de combustível adulterado, especialmente com uso de metanol.
As apurações indicam ainda um possível esquema de transferência fraudulenta de créditos tributários para transportadoras. Segundo a investigação, o volume de óleo diesel supostamente revendido é muito superior ao registrado nas notas de aquisição e à capacidade de armazenamento dos postos. As notas fiscais eletrônicas também não detalham cada operação de venda, o que reforça a suspeita de repasse irregular de créditos de ICMS.
Em Poços de Caldas, um posto localizado na Avenida Marechal Deodoro não apresentou notas fiscais e estaria comprando combustível de outra rede, apesar de operar com bandeira específica — prática considerada irregular. O estabelecimento será autuado, e o valor da multa será definido após análise da documentação apreendida.
Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.





