Nível do Lago de Furnas atinge marca crítica e afeta pesca, piscicultura e turismo no Sul de Minas

O Lago de Furnas opera com apenas 29% do volume útil e preocupa o Sul de Minas. A queda do nível impacta diretamente pescadores, piscicultores e o turismo em Alfenas. Veja as projeções.

Dez 10, 2025 - 10:21
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Nível do Lago de Furnas atinge marca crítica e afeta pesca, piscicultura e turismo no Sul de Minas
Baixa no Lago de Furnas afeta pesca, piscicultura, turismo e acende alerta em cidades do Sul de Minas — Foto: EPTV/Reprodução

A queda acentuada do nível do Lago de Furnas nos últimos meses tem causado preocupação entre pescadores, piscicultores e trabalhadores do setor turístico no Sul de Minas. Desde setembro, o reservatório opera abaixo da cota mínima considerada ideal  762 metros acima do nível do mar  e já apresenta impactos diretos na subsistência de comunidades que dependem economicamente da represa.

Em Alfenas (MG), um dos municípios mais afetados, áreas que deveriam estar submersas se transformaram em faixas de terra firme, com vegetação surgindo onde antes havia água. Em alguns trechos, moradores conseguem caminhar em locais que antes eram acessíveis apenas por embarcações.

De acordo com medições atualizadas, o lago opera com apenas 29% do volume útil. O índice é classificado como crítico pela Agência Nacional de Águas (ANA). O monitoramento aponta que, no dia 8 de agosto, Furnas ainda mantinha a cota de 762 metros. Desde então, o nível vem caindo mês após mês: 761 em setembro, 759 em outubro e, no registro mais recente, 757 metros  exatamente o limite mínimo para garantir a geração de energia, o turismo e a manutenção da vida aquática.

A baixa profundidade tem dificultado a navegação e reduzido áreas de pesca. Alfenas acompanha de perto a situação de pelo menos 15 piscicultores, além de dezenas de pescadores profissionais e trabalhadores ligados ao turismo náutico.

Segundo Rafael, coordenador responsável pelo setor no município, a principal preocupação de pescadores e produtores é a queda na oxigenação da água, agravada pela pouca profundidade e pela circulação limitada. “É muito preocupante. A baixa oxigenação da água impacta os peixes em tanques e a pesca profissional. A elevação do nível seria muito melhor para todos”, afirmou.

A expectativa é que o retorno das chuvas e ajustes operacionais no sistema de Furnas possam melhorar gradualmente a situação do reservatório. As projeções para dezembro indicam precipitações acima da média na região, o que traz algum alívio temporário. Ainda assim, comunidades locais aguardam um volume de chuva suficiente para recompor áreas que hoje estão expostas e permitir a retomada segura das atividades de pesca e produção.

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