Minas Gerais confirma as duas primeiras mortes por dengue em 2026 e acende alerta no estado

SES-MG confirma as duas primeiras mortes por dengue em Minas Gerais em 2026. Veja os dados atualizados, a situação em Uberlândia e as ações de combate ao Aedes aegypti.

Fev 11, 2026 - 08:38
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Minas Gerais confirma as duas primeiras mortes por dengue em 2026 e acende alerta no estado
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou, na última terça-feira (10/2), os dois primeiros óbitos por dengue em 2026. Mídia/Reprodução: UOL Notícias

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou, na noite desta terça-feira (10/2), as duas primeiras mortes por dengue registradas neste ano no estado. Os óbitos reacendem o sinal de alerta para a circulação do vírus, especialmente após o cenário crítico enfrentado nos últimos anos.

A primeira morte ocorreu na última terça-feira (4/2). A vítima é uma mulher de 93 anos, moradora de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, que possuía histórico de comorbidades. O segundo óbito foi confirmado nesta terça-feira, mas, segundo a SES, os dados sobre essa vítima ainda estão em levantamento.

De acordo com o boletim epidemiológico estadual, Minas já contabiliza 10.085 casos prováveis de dengue em 2026 — número que considera todas as notificações, exceto as descartadas. Desse total, 2.717 casos foram confirmados laboratorialmente. Além das duas mortes confirmadas, outras 11 seguem sob investigação.

Apesar dos registros neste início de ano, os números representam um cenário mais brando em comparação com 2025. No ano passado, Minas Gerais encerrou o período com 118.858 casos confirmados de dengue, uma redução de 92% em relação a 2024, quando o estado enfrentou um dos maiores surtos da história recente. Naquele ano, foram mais de 6,4 milhões de casos prováveis e 5.972 mortes até 28 de dezembro.

Para evitar a repetição do colapso vivido anteriormente, o governo estadual afirma ter reforçado as ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti. Segundo a SES, desde setembro houve repasse antecipado de recursos aos municípios para fortalecer a resposta local. O estado também mantém investimentos anuais de cerca de R$ 210 milhões em vigilância em saúde, controle vetorial e tecnologias de monitoramento, como o uso de ovitrampas e drones.

Entre as estratégias adotadas estão a descentralização da aplicação do fumacê e a ampliação da oferta de exames laboratoriais, com o objetivo de acelerar diagnósticos e orientar ações mais eficazes.

As autoridades de saúde reforçam que a participação da população é fundamental no combate à dengue, com a eliminação de focos de água parada e a atenção aos primeiros sintomas da doença, como febre alta, dor no corpo e manchas vermelhas na pele.

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