Justiça mantém prisão de síndica suspeita de cárcere privado e roubo

Patrícia Miranda Mesquita teve prisão convertida em preventiva. Síndica é suspeita de desviar R$ 59 mil e manter idosa de 81 anos dopada em BH. Saiba mais.

Jan 16, 2026 - 09:51
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Justiça mantém prisão de síndica suspeita de cárcere privado e roubo
A suspeita é síndica do prédio e foi presa em flagrante, na última segunda-feira (12). Idosa de 81 anos foi encontrada desacordada, com hematomas, e teve prejuízo financeiro de quase R$ 60 mil. Defesa da mulher nega crime. Foto: (Google Street View)

A Justiça converteu em prisão preventiva a detenção em flagrante de uma mulher de 48 anos, síndica de um prédio, suspeita de roubar e manter em cárcere privado uma idosa de 81 anos na Savassi, região Centro-Sul de Belo Horizonte. A decisão aponta a existência de indícios consistentes de autoria e materialidade do crime de roubo.

O caso veio à tona após a gerente do banco da vítima alertar a família sobre movimentações financeiras atípicas. Conforme apurado, foram realizadas compras acima do padrão habitual e transferências via pix que somam R$ 59 mil para a síndica, identificada como Patrícia Miranda Mesquita.

Sem conseguir contato com a idosa, a sobrinha procurou o apartamento da vítima e foi informada pelo porteiro de que uma mulher havia orientado a restrição de visitas. Diante da situação, a Polícia Militar foi acionada e, ao entrar no imóvel, encontrou a idosa sendo mantida em cárcere privado. Segundo a PM, a suspeita utilizava os dados bancários e o cartão de crédito da vítima para realizar transações financeiras.

No resgate, a idosa estava desacordada e com hematomas nos braços, sendo encaminhada ao Hospital João XXIII. Há indícios de que ela tenha sido dopada e agredida durante o período em que esteve sob o controle da suspeita. Além da prisão preventiva, a Justiça determinou que a Promotoria de Defesa da Pessoa Idosa adote medidas para garantir a proteção da vítima.

Em nota, a defesa de Patrícia negou as acusações e afirmou que elas se baseiam em uma versão unilateral dos fatos. Os advogados sustentam que a vítima ainda não prestou depoimento formal e que existem provas que contestam a versão apresentada, como documentos, imagens de câmeras de segurança e testemunhos, alegando que a relação era de cuidado e auxílio.

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que a prisão em flagrante foi ratificada por roubo majorado, em razão da restrição de liberdade da vítima. Após o depoimento, a suspeita foi encaminhada ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça. As investigações seguem em andamento.

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