Justiça concede prisão domiciliar a integrante do Comando Vermelho presa após dois anos foragida

A Justiça concedeu prisão domiciliar para Ingride Fontinelles, a "Mulher do Buchudo". Integrante do Comando Vermelho, ela alegou ser a única cuidadora de duas filhas em Sorriso (MT).

Fev 10, 2026 - 14:47
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Justiça concede prisão domiciliar a integrante do Comando Vermelho presa após dois anos foragida
Agora, com a decisão judicial, Ingride cumprirá pena em sua residência sob fiscalização, enquanto as forças de segurança monitoram possíveis novos desdobramentos da facção no estado. Reprodução/Instagram

Presa em agosto de 2025 depois de passar dois anos foragida, a faccionada do Comando Vermelho (CV) Ingride Fontinelles Morais teve o habeas corpus concedido pela Justiça e passará a cumprir pena em regime domiciliar. A decisão foi publicada na última sexta-feira (6/2) e levou em consideração o fato de Ingride ser mãe de duas crianças pequenas, de 5 e 2 anos.

Conhecida no meio policial como “Mulher do Buchudo”, Ingride é apontada como integrante do CV e foi presa pelos crimes de organização criminosa e tráfico de drogas. Ao solicitar o benefício, a defesa alegou que ela é a única responsável pelas filhas, que vivem no município de Sorriso, em Mato Grosso, e que não conta com rede de apoio familiar. Segundo os advogados, o pai das crianças, a avó materna e a irmã de Ingride estão presos ou foragidos.

A prisão de Ingride ganhou repercussão em agosto do ano passado, quando ela foi detida junto com Priscila Moreira Janis, conhecida como “Mana Isa”, em um shopping de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Priscila responde por organização criminosa e homicídio. De acordo com as investigações, mesmo escondidas fora de Mato Grosso, as duas continuaram ordenando crimes no estado.

Desde 2022, Priscila é apontada pelas autoridades como a principal liderança do Comando Vermelho em Sorriso, cidade onde a facção é dominante. A polícia descreve “Mana Isa” como extremamente violenta, inclusive para os padrões do crime organizado. Esse comportamento teria provocado uma ruptura interna no grupo, levando à criação de uma facção rival formada por integrantes que discordavam da frequência de punições internas, conhecidas como “salves”, e de ordens de execução.

O racha entre os criminosos intensificou a violência na região e, segundo investigadores, resultou na morte de diversas pessoas ligadas ao meio do crime em Sorriso.

Com a decisão judicial, Ingride passará a cumprir a pena em casa, sob condições que ainda serão fiscalizadas. O caso segue acompanhando de perto pelas forças de segurança, que mantêm investigações em andamento sobre a atuação da facção no estado.

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