Deputados do PT pedem afastamento de Carlos Viana da CPMI do INSS por suspeita de parcialidade

Deputados do PT pedem saída de Carlos Viana da presidência da CPMI do INSS por suspeição. Entenda os motivos e a decisão do STF que prorrogou as investigações.

Mar 25, 2026 - 09:27
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Deputados do PT pedem afastamento de Carlos Viana da CPMI do INSS por suspeita de parcialidade
Com a ampliação do prazo da comissão, a decisão sobre o afastamento de Carlos Viana agora cabe à Presidência do Congresso Nacional. Mídia: Carta Capital

Quatro deputados federais do Partido dos Trabalhadores (PT) protocolaram, nesta terça-feira (24/3), um pedido de afastamento imediato do senador Carlos Viana (Podemos-MG) da presidência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no INSS. A iniciativa levanta questionamentos sobre a imparcialidade na condução dos trabalhos.

A chamada “exceção de suspeição” foi assinada pelos deputados Pedro Uczai (PT-SC), Rogério Correia (PT-MG), Alencar Santana (PT-SP) e Lindbergh Farias (PT-RJ). No documento, os parlamentares afirmam que Viana teria “interesse direto e político no direcionamento e no desfecho das investigações”.

Procurado, o senador não comentou o teor da petição.

No pedido, os deputados alegam que a investigação envolve personagens e instituições ligados ao entorno político e religioso do parlamentar, incluindo a Igreja Batista da Lagoinha e a Fundação Oásis, além de nomes como André Valadão e Nikolas Ferreira. O texto também menciona o repasse de R$ 3,6 milhões em emendas parlamentares destinadas à fundação.

A movimentação ocorre após o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça determinar, na segunda-feira (23/3), a prorrogação dos trabalhos da CPMI, que inicialmente se encerrariam em 28 de março. Na decisão, o magistrado ainda apontou “omissão deliberada” do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, por não ter encaminhado pedidos anteriores de extensão.

Com a ampliação do prazo da comissão, o pedido de afastamento ganha peso político e agora será analisado pela presidência do Congresso Nacional, que decidirá sobre o seu andamento.

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