Azul assegura US$ 300 milhões e avança na recuperação judicial com aporte de American e United Airlines
Azul garante aporte bilionário de US$ 300 milhões com American e United Airlines para concluir recuperação judicial. Veja o impacto nas ações e os próximos passos.
A Azul, uma das principais companhias aéreas do Brasil, deu um passo importante em seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos ao assegurar um aporte de US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,56 bilhão), informou a empresa nesta quarta-feira (18/2). O investimento será fundamental para a capitalização da companhia e para a conclusão de sua reestruturação financeira.
Do total, US$ 200 milhões virão de duas das maiores companhias aéreas dos EUA, American Airlines e United Airlines, que se comprometeram a investir US$ 100 milhões cada. Os US$ 100 milhões restantes deverão ser aportados por alguns credores da Azul.
O aporte ainda depende de etapas como a aprovação dos órgãos regulatórios brasileiros e a conclusão de uma Oferta Pública de Ações (OPA), prevista para o dia 20 de fevereiro. A operação permitirá que investidores adquiram ações da empresa, contribuindo para reduzir dívidas e financiar a expansão da companhia.
No início do mês, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica aprovou o aumento da participação da United Airlines na Azul, que passará de 2,02% para cerca de 8% do capital social da companhia.
O plano de reorganização, iniciado em maio de 2025, estabelecia como condição para a saída da recuperação judicial a captação de pelo menos US$ 850 milhões via OPA, sendo US$ 750 milhões provenientes de credores e US$ 100 milhões da United. A expectativa da Azul é concluir a recuperação ainda no início de 2026, após reduzir mais de US$ 3 bilhões em dívidas, incluindo cortes em arrendamentos de aeronaves, despesas com juros e custos recorrentes da frota.
Após o anúncio, as ações da Azul negociadas na B3 apresentaram valorização, subindo 3,31%, cotadas a R$ 3,43 por volta das 14h55. A companhia, última entre as grandes aéreas brasileiras a recorrer ao Chapter 11, destacou que escolheu os Estados Unidos pela flexibilidade da legislação e pelo perfil de seus credores, a maioria estrangeira.
Com a aprovação do plano de recuperação judicial pelos credores — que registrou mais de 90% de concordância — a Azul avança na reorganização financeira e se aproxima de deixar o Chapter 11, buscando estabilidade e crescimento sustentável no mercado aéreo.
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