Atlético-MG mostra descontrole do jogo e graves falhas defensivas em empate com o Remo

Apagão na Arena: Atlético-MG cede empate ao Remo em jogo de seis gols. Veja a análise das falhas defensivas e o desempenho de Hulk e Scarpa no 3 a 3.

Fev 12, 2026 - 15:01
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Atlético-MG mostra descontrole do jogo e graves falhas defensivas em empate com o Remo
Hull, Cuello e Reinier comemoram gol do Atlético — Foto: Pedro Souza/Atletico

Frágil, instável e incapaz de controlar a partida. O Atlético-MG voltou a apresentar problemas coletivos e individuais no empate em 3 a 3 com o Remo, na Arena MRV, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado, diante do que foi o segundo tempo, acabou sendo até generoso para o Alvinegro.

Jorge Sampaoli promoveu mudanças na equipe titular. Reinier e Cuello começaram nas vagas de Bernard e Dudu, mantendo a base utilizada nas rodadas anteriores. A proposta foi centralizar Hulk, com Reinier atuando mais próximo, por dentro e com mobilidade para se aproximar do camisa 7.

O início foi promissor. O Atlético teve controle da posse, ocupou o campo ofensivo e criou oportunidades. Faltou, porém, melhor definição nas finalizações. Cuello acertou a trave após boa jogada iniciada por Victor Hugo. O gol saiu aos 21 minutos, quando Victor Hugo interceptou passe no meio-campo, Hulk ficou com a bola, ajeitou e bateu forte para abrir o placar.

Mesmo em vantagem, o time não conseguiu manter o domínio. O Remo passou a ter mais posse e começou a se soltar na partida. O Atlético demorou a reorganizar o encaixe defensivo e só voltou a criar perigo nos minutos finais da primeira etapa. Cuello teve nova chance cara a cara, mas parou no goleiro. Reinier também acertou a trave em duas boas finalizações.

A falta de um segundo gol custou caro. Pela esquerda, Alef Manga avançou e cruzou. Lodi falhou no corte, Vitor Bueno aproveitou a sobra e empatou com categoria.

Se o primeiro tempo ainda teve momentos de controle atleticano, o segundo foi de desorganização. O Remo voltou melhor, assumiu o controle da partida e passou a explorar os espaços deixados principalmente pelos lados do campo. O time visitante chegou a virar o jogo, mas o lance foi anulado após revisão do VAR por toque de mão de João Pedro. Ainda assim, Everson precisou fazer defesas importantes para evitar a virada naquele momento.

Sampaoli tentou reorganizar o meio-campo com a entrada de Bernard, buscando maior controle e retenção de bola. O Atlético conseguiu algum respiro e, mesmo sem atuar bem, encontrou o segundo gol em bola parada: Hulk cobrou falta na área e Tressoldi cabeceou firme para recolocar o time em vantagem.

A entrada de Scarpa melhorou tecnicamente a equipe, mas os problemas defensivos persistiram. A falta de proteção à frente da área e os espaços concedidos nas laterais evidenciaram um time desorganizado e vulnerável.

O empate do Remo nasceu justamente de uma dessas falhas. Após chance desperdiçada por Scarpa e Dudu, o adversário respondeu imediatamente. Patrick acionou Pikachu pela direita; ele aproveitou o espaço deixado por Lodi, avançou e finalizou com força para igualar o placar.

Os erros seguiram. Lodi falhou novamente ao recuar a bola para Everson, colocando Patrick na cara do gol. O meia foi derrubado na tentativa de finalização, e na sobra Alef Manga marcou o terceiro do Remo.

Sob vaias e protestos da torcida na Arena MRV, o Atlético ainda conseguiu buscar o empate. Scarpa encontrou Dudu livre, que finalizou para fazer o terceiro gol atleticano. O resultado evitou a derrota, mas não apagou a atuação marcada por instabilidade, descontrole emocional e graves falhas defensivas.

O empate expõe um problema recorrente: a incapacidade de sustentar vantagem e controlar o ritmo do jogo. Mais do que o placar, a atuação deixa sinais de alerta para um time que ainda busca equilíbrio neste início de Campeonato Brasileiro.

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