Zelensky diz que Trump ofereceu segurança por 15 anos à Ucrânia, mas afirma querer prazo maior

Zelensky revela que Trump ofereceu 15 anos de garantias de segurança à Ucrânia, mas o líder ucraniano pede um prazo de até 40 anos. Entenda os detalhes do plano de paz e os impasses sobre a região de Donbass.

Dez 29, 2025 - 07:52
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Zelensky diz que Trump ofereceu segurança por 15 anos à Ucrânia, mas afirma querer prazo maior

   O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta segunda-feira (29) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ofereceu garantias de segurança ao país por um período de 15 anos. Segundo Zelensky, esse prazo seria prorrogável, mas ele pediu um compromisso mais longo, entre 30 e 40 anos, para assegurar proteção duradoura contra novos ataques russos. Washington ainda não comentou oficialmente o pedido.

   As garantias de segurança citadas por Zelensky significariam, na prática, um modelo semelhante ao da Otan, no qual EUA e países europeus defenderiam militarmente a Ucrânia em caso de nova invasão. A proposta foi discutida durante uma reunião entre Trump e Zelensky realizada no domingo (28), na Flórida, quando ambos afirmaram estar próximos de um acordo de paz, embora ainda existam pontos sensíveis sem consenso.

   No mesmo dia, o Kremlin declarou concordar com a avaliação de Trump de que o fim da guerra está próximo. No entanto, a Rússia reforçou sua exigência de que a Ucrânia retire tropas das áreas do Donbass que ainda controla. Moscou defende que a região, majoritariamente ocupada por forças russas, fique sob controle total da Rússia, condição que segue como um dos principais entraves às negociações.

   Segundo Trump, a proposta americana prevê o reconhecimento “de fato” das áreas ocupadas do Donbass e da Crimeia como russas, além da criação de uma zona desmilitarizada. Zelensky já indicou que aceitaria retirar tropas do Donbass nesse contexto, mas evita falar publicamente em concessões territoriais. Apesar de afirmar que 90% do plano está fechado, o presidente ucraniano ressaltou que qualquer acordo precisa respeitar a lei e a vontade do povo do país.

 

Fonte: G1

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