A divulgação dos novos uniformes da Confederação Brasileira de Futebol para a Copa do Mundo de 2026, desenvolvidos em parceria com a Nike, provocou uma onda de críticas nas redes sociais — e não apenas pelo design das peças.
Um dos principais pontos de controvérsia envolve uma imagem da campanha publicitária que, segundo internautas, teria sido gerada por inteligência artificial. A peça mostra um canarinho amarelo escapando de uma gaiola, acompanhada da frase “Alegria que apavora”. No entanto, o que rapidamente chamou a atenção do público foi um detalhe incomum: o pássaro aparece com três patas — um erro visual frequentemente associado a conteúdos criados por IA.
A repercussão foi imediata. Usuários passaram a questionar a qualidade da campanha e o uso da tecnologia, com críticas que vão desde ironias até questionamentos sobre o investimento em marketing. A escolha do canarinho como símbolo está relacionada ao nome da cor do uniforme, batizada de “Canary”, mas nem isso foi suficiente para conter a insatisfação.
Além da polêmica envolvendo a imagem, o conceito geral da nova coleção também foi alvo de rejeição. Criado pela designer brasileira Rachel Denti, o projeto foi considerado por muitos como distante da identidade cultural do país. O slogan “Vai, Brasa” gerou ainda mais estranhamento, já que o termo não é amplamente utilizado pelos brasileiros.
Nas redes, a percepção predominante é de que a campanha tenta forçar uma linguagem que não dialoga com o público local. Críticas apontam que a estratégia parece desconectada da cultura popular e do espírito que tradicionalmente envolve a Seleção Brasileira.
Diante da repercussão negativa, o episódio reacende o debate sobre o uso de inteligência artificial na publicidade e levanta questionamentos sobre autenticidade, representatividade e conexão cultural — especialmente em campanhas ligadas a um dos maiores símbolos do esporte nacional.