“Setor de captura”: grupo simulava tratamento médico para sequestrar pessoas. 

Polícia resgata homem e prende quadrilha do 'setor de captura' que simulava internação médica para sequestrar pessoas em Piabetá, no Rio de Janeiro; ação foi encomendada por familiares da vítima.

Jan 7, 2026 - 07:59
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“Setor de captura”: grupo simulava tratamento médico para sequestrar pessoas. 

    Uma ação conjunta da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e da Polícia Rodoviária Federal resultou no resgate de um homem sequestrado e na prisão de seis pessoas na terça-feira (6/1), em Piabetá, distrito de Magé, na Baixada Fluminense. O crime foi cometido por um grupo que simulava tratamento médico para realizar sequestros sob o pretexto de internação em clínicas de reabilitação.

   A vítima foi abordada de forma violenta por três homens nas proximidades do viaduto do Parque Estrela. Segundo a investigação, ela foi colocada à força dentro de um carro preto e levada contra a própria vontade. A denúncia chegou à 66ª Delegacia de Polícia (Piabetá) por volta das 11h, o que levou ao início imediato das diligências.

   Com base na análise de imagens de câmeras públicas e privadas, os policiais conseguiram rastrear o trajeto do veículo utilizado no crime. A vítima foi localizada ainda em cativeiro e resgatada em segurança antes de ser retirada do município ou submetida a qualquer procedimento forçado.

   Durante a apuração, a polícia identificou que os presos faziam parte de uma quadrilha que se autodenominava “setor de captura”. O grupo oferecia serviços ilegais de remoção de pessoas para supostas internações em clínicas de reabilitação. A ação teria sido encomendada por familiares da vítima, incluindo a ex-mulher, sob a alegação de dependência química, sem qualquer respaldo legal.

   De acordo com a Polícia Civil, não havia ordem judicial nem laudo médico que justificasse a internação compulsória. Os criminosos monitoraram a rotina da vítima e realizaram a abordagem de forma violenta, caracterizando sequestro. Os envolvidos foram presos em flagrante e devem responder por sequestro com finalidade de internação irregular, associação criminosa e violação da Lei da Reforma Psiquiátrica, que estabelece regras rígidas para internações involuntárias e compulsórias.

 

Fonte: Metrópoles

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