Polícia investiga furto de carrinhos em BH

Operação na Região Central e Lagoinha apreende 120 carrinhos de supermercado em Belo Horizonte. Investigação aponta perda de 8,5 mil unidades em um ano. Saiba mais.

Mai 12, 2026 - 10:43
Mai 11, 2026 - 21:47
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Polícia investiga furto de carrinhos em BH
Investigações começaram a partir de notícia-crime da Associação Mineira de Supermercados (Amis). Carrinhos geralmente são utilizados por pessoas em situação de rua para transportar pertences. Foto: (PCMG Divulgação)

A Polícia Civil de Minas Gerais apura uma série de furtos de carrinhos de supermercado em Belo Horizonte. Na última semana, 120 unidades foram apreendidas durante operações realizadas na região Central e no Complexo da Lagoinha, na Região Noroeste da capital.

Segundo a corporação, as investigações tiveram início após uma denúncia apresentada pela Associação Mineira de Supermercados, que relatou ocorrências frequentes de subtração dos equipamentos em supermercados associados.

Uma rede estadual informou à polícia ter acumulado prejuízo de cerca de R$ 3,5 milhões em 2025 devido ao desaparecimento de aproximadamente 8,5 mil carrinhos, principalmente em Belo Horizonte.

De acordo com o delegado José Eduardo Santos, da 4ª Delegacia Centro, a investigação ainda está em fase inicial. A suspeita é de que parte dos carrinhos esteja sendo utilizada por pessoas em situação de rua, mas a polícia também avalia a possibilidade de existir um comércio clandestino envolvendo os equipamentos.

Ainda conforme a PCMG, muitos carrinhos acabam sendo levados após serem deixados por clientes nos estacionamentos dos estabelecimentos.

Apesar das apreensões realizadas na semana passada, ninguém foi preso. Segundo o delegado-geral Rômulo Guimarães Dias, os policiais encontraram pessoas utilizando os carrinhos, mas nenhuma delas assumiu a posse dos objetos durante as abordagens.

Os carrinhos recolhidos foram encaminhados para unidades da Polícia Civil e aqueles identificados com marcas ou informações dos supermercados começaram a ser devolvidos aos proprietários.

A corporação afirmou ainda que o trabalho tem foco exclusivo na investigação criminal e não está relacionado à situação social das pessoas que utilizavam os carrinhos para transporte de pertences.

O delegado também ressaltou que a operação não possui ligação com o projeto aprovado em segundo turno pela Câmara Municipal de Belo Horizonte, que prevê a retirada de obstáculos em vias públicas quando houver prejuízo à circulação de veículos ou pedestres. A proposta ainda depende de análise do prefeito Álvaro Damião.

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