Operação Amparo realiza prisões e apreensões em MG

Terceira fase da Operação Amparo mobiliza 520 policiais civis em Minas Gerais contra a violência doméstica. Confira os resultados de prisões, apreensões e medidas protetivas.

Abr 6, 2026 - 08:58
Abr 5, 2026 - 20:53
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Operação Amparo realiza prisões e apreensões em MG
Operação Amparo é marcada por ações repressivas e atuação preventiva no estado. Foto: (PCMG/Divulgação)

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu 45 mandados de prisão e 120 de busca e apreensão durante a terceira fase da operação Amparo, voltada ao combate à violência doméstica e familiar contra mulheres em todo o estado. A ação também resultou em 239 visitas tranquilizadoras e na apreensão de dez armas de fogo.

As ordens judiciais foram resultado de investigações conduzidas pelas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam), que, além das diligências, promoveram visitas a vítimas com medidas protetivas em vigor, especialmente em casos ligados à Lei Maria da Penha.

A iniciativa busca garantir a segurança das mulheres, verificar possíveis descumprimentos de decisões judiciais, identificar armas de fogo e responsabilizar suspeitos de agressões. O governador Mateus Simões destacou os resultados da operação e afirmou que, durante o cumprimento dos mandados, também foram encontrados outros indícios de crimes, como posse de armas e drogas.

Segundo ele, as visitas tranquilizadoras têm o objetivo de acompanhar de perto a situação das vítimas, avaliando se há riscos ou tentativas de aproximação por parte dos agressores, permitindo ação imediata das forças de segurança em caso de irregularidades.

A terceira etapa da operação foi realizada em Belo Horizonte e nos 19 departamentos da PCMG, com a mobilização de cerca de 520 policiais e 170 viaturas ao longo do Mês da Mulher. As fases anteriores ocorreram em agosto e novembro de 2025.

Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a operação contou com equipes do Departamento Estadual de Investigação, Orientação e Proteção à Família (Defam). Já nos demais municípios, as ações foram executadas pelas Deams e delegacias locais.

Além das ações repressivas, a PCMG intensificou iniciativas preventivas, com campanhas educativas, palestras, eventos e capacitações promovidas por policiais civis das unidades especializadas.

De acordo com a chefe da instituição, Letícia Gamboge, antes da nova fase da operação, foram realizadas diversas ações de proteção às mulheres. Ao longo do mês de março, foram solicitadas 1.899 medidas protetivas de urgência, com atendimento a 3.154 vítimas nas 69 unidades especializadas, além de 659 prisões em flagrante por violência contra a mulher.

Ainda conforme a delegada, o foco é ampliar a proteção a mulheres e meninas, incentivar denúncias e garantir acolhimento adequado nas unidades policiais. O governador também reforçou o pedido para que casos de violência sejam denunciados, inclusive de forma anônima, para possibilitar a atuação das autoridades.

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