Mistério cerca desaparecimento de corretora em Caldas Novas; polícia intensifica perícias e análise de câmeras

O que aconteceu com Daiane Souza? Polícia Civil realiza perícia com luminol e analisa câmeras de segurança em condomínio de Caldas Novas. Confira os detalhes.

Jan 22, 2026 - 11:10
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Mistério cerca desaparecimento de corretora em Caldas Novas; polícia intensifica perícias e análise de câmeras
A Polícia Civil de Goiás intensificou a força-tarefa em Caldas Novas, realizando perícias minuciosas no edifício onde a mulher morava e administrava imóveis. Mídia/Reprodução: Metrópoles

O desaparecimento da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, continua cercado de mistério e mobiliza uma força-tarefa da Polícia Civil em Caldas Novas, no sul de Goiás. Quase um mês após a mulher ser vista pela última vez, novas perícias avançam na tentativa de esclarecer o que aconteceu na noite de 17 de dezembro de 2025.

Equipes da Polícia Técnico-Científica realizaram uma minuciosa coleta de vestígios biológicos no prédio onde Daiane morava e administrava imóveis da família. Para a perícia, foi utilizado luminol — substância capaz de revelar traços de sangue mesmo após limpeza — em todos os cômodos do apartamento da corretora, no hall de entrada do edifício, em outro imóvel da família e também no subsolo do condomínio, local onde ela foi vista pela última vez, segundo imagens de câmeras de segurança.

Além disso, objetos pessoais como escova de dentes e fios de cabelo foram recolhidos para exames de DNA. Todo o material foi encaminhado para Goiânia, onde passa por análises laboratoriais que buscam traçar o perfil genético de Daiane e compará-lo com possíveis vestígios encontrados nos locais periciados. O objetivo é identificar sinais de violência e reconstruir os últimos momentos antes do desaparecimento.

Paralelamente, a investigação se concentra nas imagens de segurança do condomínio. O DVR, equipamento responsável pelo armazenamento das gravações, está sendo analisado no Instituto de Criminalística. A polícia apura se houve falha técnica, manipulação das imagens ou apagamento de arquivos.

Imagens já conhecidas mostram Daiane entrando no elevador, passando pela portaria para falar com o recepcionista e, em seguida, retornando ao elevador e descendo para o subsolo. No entanto, segundo a família, não há registros dela deixando o prédio nem retornando ao apartamento.

Pouco antes de desaparecer, a corretora enviou um vídeo a uma amiga. Nas imagens, ela mostra o apartamento sem energia elétrica e grava o trajeto até o elevador. Em seguida, aparece na portaria questionando o porteiro sobre a falta de luz e, dentro do elevador, conversa com outro morador sobre o problema.

A investigação também leva em conta o histórico de conflitos de Daiane com moradores e funcionários do prédio. Relatos indicam que ela era alvo frequente de reclamações por barulho excessivo e comportamento agressivo. Em agosto do ano passado, uma reunião de condomínio chegou a discutir formalmente a expulsão da corretora, com 52 dos 58 moradores votando a favor da medida.

Natural de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, Daiane morava em Caldas Novas e administrava seis apartamentos da família no edifício.

O caso passou a ser conduzido pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), sob a coordenação do delegado Rodrigo Pereira. Segundo a Polícia Civil, nenhuma hipótese é descartada. O delegado esteve recentemente no condomínio com agentes da corporação para novas diligências, analisando pontos estratégicos do prédio. A equipe utilizou uma viatura descaracterizada durante a ação.

Moradores relataram que, à época do desaparecimento, o edifício passava por reformas e que câmeras de segurança da área da garagem não estavam funcionando. Para os investigadores, uma das hipóteses é de que Daiane tenha sido colocada em um veículo, possivelmente no porta-malas, e retirada do local sem ser registrada pelas câmeras.

A Polícia Civil reforça que qualquer informação sobre o paradeiro de Daiane Alves Souza pode ser repassada de forma anônima e com sigilo absoluto pelo telefone 197 ou pelos canais oficiais da Delegacia de Polícia de Caldas Novas. O caso segue sob investigação.

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