Ministério da Saúde e governo de Minas descartam segundo caso de hantavírus no estado

Ministério da Saúde retifica dados e confirma apenas um caso de hantavírus em Minas Gerais em 2026. Entenda como ocorre a transmissão e as medidas de prevenção contra a doença.

Mai 12, 2026 - 15:30
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Ministério da Saúde e governo de Minas descartam segundo caso de hantavírus no estado
Imagem ilustrativa de hantavírus Foto: JOEL SAGET / AFP

O Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) descartaram a confirmação de um segundo caso de hantavírus em Minas Gerais em 2026. A revisão ocorreu após informações preliminares apontarem que o estado teria dois registros da doença neste ano, incluindo uma morte.

Agora, oficialmente, Minas Gerais contabiliza apenas um caso confirmado de hantavirose em 2026: o de um homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba, que morreu em fevereiro.

Em nota, a SES-MG informou que o segundo registro atribuído ao estado não foi confirmado e que já solicitou ao Ministério da Saúde a correção dos dados nos sistemas oficiais. O governo federal afirmou que o caso divulgado anteriormente era preliminar e, após investigação, foi retirado das estatísticas oficiais.

O esclarecimento ocorre em meio ao monitoramento internacional de um surto de hantavírus envolvendo passageiros de um navio com circulação pela América do Sul. Segundo o Ministério da Saúde, não há impacto direto para o Brasil até o momento.

A pasta também informou que o país não registra circulação do genótipo Andes, variante associada a episódios raros de transmissão entre pessoas registrados na Argentina e no Chile. De acordo com o ministério, os casos brasileiros não apresentam transmissão interpessoal.

Até agora, o Brasil contabiliza sete casos confirmados de hantavirose em 2026 e apenas um óbito, o do paciente mineiro.

A hantavirose é uma doença viral transmitida principalmente pelo contato com urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. A infecção ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de partículas contaminadas presentes no ambiente.

No Brasil, a doença se manifesta principalmente como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), quadro que pode comprometer pulmões e coração e apresentar alta taxa de letalidade.

O Ministério da Saúde reforçou que ambientes fechados e com grande circulação de pessoas, como navios de cruzeiro, exigem atenção especial, embora as medidas sanitárias adotadas internacionalmente sejam consideradas suficientes para conter o risco de disseminação.

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