Minas Gerais cria Observatório da Mulher e passa a exigir dados mais completos em casos de violência
O Observatório Estadual da Mulher contra a Violência foi criado em Minas Gerais (MG). Entenda como a nova lei exigirá dados completos (raça, escolaridade) para combater e prevenir a violência de gênero no estado.
Minas Gerais terá um novo instrumento para monitorar e compreender melhor a violência contra mulheres. A partir desta terça-feira (2), todos os registros feitos no estado deverão incluir informações mais detalhadas das vítimas, como cor ou raça, idade, escolaridade, profissão e condição socioeconômica.
A mudança faz parte da criação do Observatório Estadual da Mulher contra a Violência, proposta apresentada pelo Legislativo e sancionada pelo governador Romeu Zema (Novo). A nova lei foi publicada no Diário Oficial do Estado.
O objetivo é enfrentar um problema histórico: a falta de dados consolidados sobre quem são as mulheres mais vulneráveis e em quais contextos ocorrem as agressões. Hoje, as informações ficam dispersas entre delegacias, unidades de saúde, assistência social, Judiciário e outros serviços o que dificulta identificar padrões e elaborar políticas públicas realmente eficazes.
Com o observatório, o estado pretende unificar e qualificar as informações, permitindo análises mais precisas e ações direcionadas para prevenir e combater a violência de gênero.
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