O uso de benjamins, extensões e emendas na rede elétrica, prática comum em muitas residências, tem sido apontado como fator de risco para acidentes graves. Dados do anuário da Abracopel (base 2025) indicam aumento de 102% nos incêndios de origem elétrica no país nos últimos cinco anos, passando de 606 para 1.304 ocorrências. O número de mortes também subiu 28%, de 47 para 60.
Em Minas Gerais, foram registrados 148 casos somente no último ano, crescimento de 32% em comparação a 2024, quando houve 112 registros. As mortes também aumentaram, passando de uma para três no período.
Segundo o levantamento, as residências concentram a maior parte desses incidentes. Em 2025, foram 619 ocorrências em imóveis residenciais no Brasil, cerca de 47% do total, com 51 das 60 mortes registradas nesse tipo de ambiente.
Diante do cenário, a Cemig reforça orientações para prevenir acidentes. Uma das principais medidas é a instalação do Interruptor Diferencial Residual (IDR), dispositivo que interrompe automaticamente o fornecimento de energia em caso de falhas. Apesar de obrigatório em áreas como banheiros e cozinhas desde 1997, o equipamento está presente em apenas 47% das residências brasileiras.
Ainda conforme a Abracopel, instalações elétricas inadequadas lideraram as causas dos incêndios em 2025, com 706 ocorrências e 33 mortes. Equipamentos como ar-condicionado e ventiladores estiveram ligados a 166 casos e 14 óbitos, enquanto eletrodomésticos e eletrônicos somaram 113 registros. Problemas em tomadas e uso de carregadores também aparecem entre os fatores de risco.
Especialistas alertam que aparelhos de maior potência, como chuveiros, micro-ondas e ar-condicionado, devem ter circuitos exclusivos para evitar sobrecarga. Além disso, o uso excessivo de “Ts” e extensões pode provocar superaquecimento e curtos-circuitos, aumentando o risco de incêndios.
A recomendação é que instalações elétricas sejam planejadas adequadamente e que manutenções sejam realizadas por profissionais qualificados, garantindo mais segurança dentro de casa.