Idoso italiano é morto em latrocínio no DF; suspeitos queimam carro para ocultar provas e um segue foragido

Polícia Civil investiga morte de idoso italiano no Distrito Federal. Carro foi queimado e um suspeito está preso. Entenda os detalhes do crime em São Sebastião.

Abr 14, 2026 - 10:15
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Idoso italiano é morto em latrocínio no DF; suspeitos queimam carro para ocultar provas e um segue foragido
A polícia pede que qualquer informação sobre o paradeiro de Bruno ou a localização do corpo de Orazio seja enviada anonimamente pelo Disque 197. Material cedido ao Metrópoles // Metrópoles

Um crime brutal e cercado de mistérios mobiliza a polícia no Distrito Federal. Um idoso italiano de 80 anos, identificado como Orazio Giuliani, foi vítima de latrocínio — roubo seguido de morte — no último sábado (11/4), em uma chácara na região de São Sebastião, onde construía uma igreja.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, conduzidas pela Seção de Investigação de Crimes Violentos da 30ª Delegacia, dois suspeitos — Bruno Cruz de Araújo, conhecido como “coveiro”, e seu primo Leonardo Conceição de Araújo — teriam participado diretamente do crime. Após a ação, a dupla ateou fogo no carro da vítima, um Peugeot 206 prata, encontrado carbonizado em uma área de mata, numa tentativa de eliminar provas.

Imagens de segurança mostram o veículo deixando a propriedade por volta das 21h em alta velocidade — comportamento considerado incomum por familiares, que afirmam que o idoso dirigia com cautela. As câmeras também registraram a presença de dois homens no imóvel, mas o sistema foi desligado durante o crime, o que reforça a suspeita de premeditação.

O desaparecimento de Orazio mobilizou a esposa, Maria Lourdes de Souza, que iniciou buscas por conta própria. Ao chegar à chácara, ela encontrou sinais de violência que indicam que o idoso pode ter sido rendido, amarrado e agredido antes de desaparecer. Até o momento, o corpo da vítima não foi localizado.

As investigações avançaram rapidamente e apontaram Leonardo, ex-funcionário da obra, como um dos principais envolvidos. Ele foi identificado por imagens e testemunhas, além de ter sido encontrado com um par de tênis contendo vestígios de sangue humano, mesmo após tentativa de limpeza. Preso em flagrante, teve a detenção convertida em prisão preventiva.

Já Bruno, identificado no dia seguinte ao crime com ferimentos pelo corpo, alegou ter se machucado com arame. No entanto, ao ser localizado, fugiu pela mata acompanhado de um terceiro indivíduo, identificado apenas como Lucas. Desde então, ele é considerado foragido e possui mandado de prisão temporária em aberto. Segundo a polícia, o suspeito já tem passagens por crimes graves, incluindo homicídio.

A Polícia Civil do Distrito Federal segue à frente das investigações, que buscam esclarecer a dinâmica completa do crime, identificar possíveis outros envolvidos e, principalmente, localizar o corpo da vítima. Informações que possam ajudar podem ser repassadas de forma anônima pelo número 197.

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