Fuga de detentos: sistema foi invadido e alvarás fraudados
Vice-governador de Minas Gerais confirma que detentos fugiram após invasão ao sistema do CNJ e emissão de alvarás fraudulentos. O estado anunciou mudanças no protocolo de soltura para conferência de documentos.
O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, afirmou que a fuga de quatro detentos do Ceresp Gameleira ocorreu após a invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo ele, criminosos utilizaram credenciais legítimas do Judiciário para gerar alvarás de soltura verdadeiros no sistema, embora não expedidos por juízes. As ordens foram cumpridas normalmente pela administração prisional por aparentarem legalidade. Um dos presos, Júnio Cezar Souza Silva, já foi recapturado, enquanto os outros três seguem foragidos.
Entre os fugitivos está Ricardo Lopes de Araújo, conhecido como “Dom”, apontado como integrante de uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas contra sistemas judiciais. Simões destacou que o sistema apresenta outras inconsistências, como o registro de “Dom” como morto, o que reforçaria a tese de invasão e vulnerabilidade da plataforma. O vice-governador afirmou que o Estado é vítima de fraude contra um sistema federal e que não tem acesso direto para investigar o autor do ataque.
Como resposta imediata, o governo estadual determinou a mudança no procedimento de liberação de detentos, com atraso no cumprimento de alvarás de soltura para que o Judiciário possa revalidar os documentos, inclusive com suspensão das liberações aos fins de semana. Já o Tribunal de Justiça de Minas Gerais informou que as ordens fraudulentas foram canceladas em menos de 24 horas, os mandados de prisão restabelecidos e que investigações internas e criminais já estão em andamento para evitar novos episódios.
Fonte: Estado de Minas
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