Filho é condenado à prisão perpétua por atirar e decapitar o pai nos EUA

Jul 12, 2025 - 08:51
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Filho é condenado à prisão perpétua por atirar e decapitar o pai nos EUA

   Justin D. Mohn, de 33 anos, foi condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional pelo assassinato do próprio pai, Michael F. Mohn, de 68 anos, em Levittown, na Pensilvânia (EUA), em janeiro de 2024. O crime chocou o país não apenas pela brutalidade, mas também pelo fato de o autor ter publicado um vídeo no YouTube mostrando a cabeça decapitada da vítima. A sentença foi proferida nesta sexta-feira (11) pelo juiz Stephen A. Corr, do Condado de Bucks

   Segundo a investigação, Justin atirou no pai com uma pistola e, em seguida, usou uma faca de cozinha e um facão para decapitá-lo. A motivação estaria ligada a um discurso de ódio contra o governo dos Estados Unidos — Michael Mohn era engenheiro do Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA, e Justin o acusava de ser um “traidor” por trabalhar para o governo. O vídeo do crime ficou algumas horas no ar antes de ser removido da plataforma.

   A promotora Jennifer Schorn afirmou que o crime foi premeditado, “frio, calculado e organizado”, e teve como objetivo intimidar o governo. O juiz Stephen A. Corr, que presidiu o julgamento, teve acesso às imagens gráficas e ao vídeo que misturava ataques ao pai com discursos políticos extremistas.

   No dia do crime, Justin foi preso após invadir uma instalação militar em Fort Indiantown Gap, portando um dispositivo USB com imagens de prédios federais e instruções para fabricação de explosivos. Também foram encontrados registros online com conteúdo violento e antigovernamental. A mãe de Justin revelou, em depoimento, que a polícia já havia alertado o filho anteriormente sobre suas postagens perigosas nas redes sociais.

   Além da condenação à prisão perpétua, Justin Mohn também foi sentenciado por outras acusações, incluindo abuso de cadáver, posse de instrumentos de crime, uso criminoso de meios de comunicação e ameaças terroristas. Seu advogado, Steven M. Jones, afirmou que este foi um dos casos mais difíceis de sua carreira, mas não informou se irá recorrer da decisão.

   O caso chamou a atenção nacional pelo grau de violência, pelo uso da internet para divulgação do crime e pela motivação ideológica envolvida.

 

Fonte: R7

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