EUA mantêm ameaça de ataque ao Irã enquanto Trump pressiona por acordo nuclear e cita Diego Garcia

Donald Trump reforça ameaça de ação militar contra o Irã e alerta Reino Unido sobre a base de Diego Garcia. Veja os detalhes da escalada de tensão no Oriente Médio.

EUA mantêm ameaça de ataque ao Irã enquanto Trump pressiona por acordo nuclear e cita Diego Garcia
Em janeiro de 2026, Trump quase ordenou uma ofensiva após a repressão a protestos no Irã, optando na época por sanções diplomáticas que agora parecem ter chegado ao limite. Mídia/Reprodução: CNN Brasil

Os Estados Unidos mantêm a possibilidade de atacar o Irã caso não haja avanço nas negociações sobre o programa nuclear iraniano, segundo declarações feitas nesta quarta-feira (18) pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, e pelo presidente Donald Trump.

Em coletiva, Leavitt afirmou que existem “vários argumentos” que poderiam justificar uma ação militar contra Teerã, lembrando o bombardeio de instalações nucleares iranianas realizado pelos EUA em junho de 2025, durante o conflito entre Irã e Israel. Apesar disso, destacou que Trump ainda prioriza a diplomacia, mas que as negociações com o país persa avançaram pouco.

Logo em seguida, Trump utilizou uma rede social para reforçar a pressão sobre o Irã, afirmando que os Estados Unidos poderão usar bases militares estratégicas, incluindo a ilha de Diego Garcia, caso Teerã não feche um acordo. O presidente alertou ainda o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, sobre a assinatura de um arrendamento de 100 anos sobre a ilha, escrevendo em letras maiúsculas: “NÃO ENTREGUEM DIEGO GARCIA!”.

O site americano Axios apontou que o governo Trump estaria “mais perto de uma grande guerra no Oriente Médio do que a maioria dos americanos imagina”, com possibilidade de início “muito em breve”. Segundo a publicação, um eventual conflito poderia durar semanas e envolver Israel.

Em janeiro, Trump quase ordenou um ataque contra o Irã após a repressão violenta de protestos internos, mas optou por reforçar a pressão diplomática. Recentemente, ele determinou o envio de dois porta-aviões ao Oriente Médio, acompanhados de navios de ataque, caças e sistemas de defesa aérea, aumentando a tensão na região.

O cenário reforça a delicada situação das negociações nucleares e a crescente preocupação internacional sobre o risco de escalada militar entre Estados Unidos e Irã.