E-mails de Jeffrey Epstein citam Trump e reacendem polêmica em Washington
E-mails de Jeffrey Epstein divulgados pelos Democratas mencionam Donald Trump e sua suposta relação com vítimas, o que a Casa Branca chama de 'farsa política'.
O Partido Democrata na Câmara dos EUA divulgou uma nova leva de e-mails de Jeffrey Epstein, o financista condenado por crimes sexuais, que mencionam que o presidente Donald Trump. Trump e Epstein foram próximos nas décadas de 1990 e 2000, mas romperam por volta de 2004.
Trump alega que o afastamento ocorreu por “não gostar do comportamento” de Epstein e nega qualquer envolvimento com seus crimes.
Já Ghislaine Maxwell, atualmente presa, declarou em julho deste ano que nunca testemunhou conduta inapropriada de Trump ou do ex-presidente Bill Clinton.
Os documentos — obtidos do espólio de Epstein e publicados na rede X (antigo Twitter) — incluem mensagens trocadas entre Epstein, Ghislaine Maxwell (sua parceira condenada) e o escritor Michael Wolff, conhecido por seus livros sobre Trump.
Em um e-mail de 2011, Epstein afirma a Maxwell que Trump “passou horas em minha casa com uma das vítimas”, referindo-se ao então empresário como “o cachorro que não latiu”. Em outra troca, de 2019, ele diz que Trump sabia sobre as meninas e teria pedido a Maxwell para “parar”.
Epstein também nega a versão de Trump de que teria sido expulso do clube Mar-a-Lago, afirmando: “Claro que ele sabia das meninas”. O escritor Michael Wolff, em mensagens de 2015, comenta estratégias de comunicação caso a imprensa questionasse Trump sobre Epstein.
A Casa Branca classificou a divulgação dos e-mails como uma “farsa política”, acusando os democratas de “vazar seletivamente” os documentos para difamar o presidente.
A porta-voz Karoline Leavitt alegou que a mulher mencionada seria Virginia Giuffre, que já afirmou não haver irregularidades envolvendo Trump.
Leavitt reiterou que Trump “baniu Epstein de seu clube décadas atrás” por comportamento inadequado e que o caso seria “mais uma distração política”, especialmente após o fim do shutdown.
Os e-mails fazem parte de um acervo de 23 mil documentos em posse dos democratas do Comitê de Supervisão da Câmara, que ainda estão sendo analisados.
O congressista Robert Garcia afirmou que “quanto mais Trump tenta esconder os arquivos de Epstein, mais descobrimos”, cobrando a divulgação integral dos ‘Epstein Files’ — documentos ligados às investigações sobre a rede de exploração sexual de Epstein.
Fonte: BBC
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