Dono de bar acusado de matar homem em discussão por R$ 47 é absolvido pelo Tribunal do Júri em BH

O Tribunal do Júri absolveu Marco Aurélio Capabianco da morte de um cliente em BH. A briga ocorreu em 2022 por causa de uma conta de R$ 47. Confira os detalhes.

Mai 7, 2026 - 10:49
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Dono de bar acusado de matar homem em discussão por R$ 47 é absolvido pelo Tribunal do Júri em BH
crédito: Câmeras de segurança/Reprodução // Estado de Minas

Marco Aurélio Capabianco, dono de um bar no Bairro Santa Inês, na Região Leste de Belo Horizonte, foi absolvido nesta quarta-feira (6/5) pelo Tribunal do Júri, acusado de matar Éverton de Faria Santos com uma facada durante uma briga em abril de 2022. A decisão ocorreu apesar de os jurados reconhecerem que havia provas apresentadas pelo Ministério Público sobre a autoria do crime.

Segundo a denúncia do MPMG, a motivação teria sido um erro na cobrança de uma conta no valor de R$ 47. Durante o julgamento, Marco Aurélio negou ter atingido a vítima com qualquer instrumento perfurocortante. Ele afirmou que possuía um canivete há mais de dois anos no estabelecimento, mas que não chegou a usá-lo, e negou ter dito ao filho, presente na discussão, que teria atacado alguém. “Só tive contato com a vítima quando ela já estava ferida no chão”, declarou.

O dono do bar também afirmou que queria proteger o filho e que não se lembrava de ter agredido a vítima, acrescentando que não estava arrependido. Três testemunhas foram ouvidas no 3º Tribunal do Júri de BH. A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso.

Éverton de Faria Santos foi morto na madrugada de 22 de abril de 2022, após uma discussão que começou por um erro na conta do bar. A confusão envolveu clientes e funcionários do estabelecimento. A vítima foi esfaqueada na região do abdômen, atingindo o fígado, e levada ao Hospital de Pronto Socorro João XXIII, onde morreu.

Inicialmente, funcionários afirmaram à polícia que Éverton teria se ferido ao cair sobre uma taça quebrada. Entretanto, os médicos do HPS confirmaram que o ferimento foi causado por uma faca, que posteriormente foi apreendida na cozinha do bar. Marco Aurélio tinha um ferimento no dedo direito, que, segundo ele, foi causado por um caco de vidro, e recusou atendimento médico. Nenhuma testemunha presenciou o momento exato em que a vítima foi atingida.

A absolvição marca o desfecho do caso no Tribunal do Júri, mas a possibilidade de recurso mantém o episódio sob atenção da Justiça.

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