Do cinema às páginas: André Novais Oliveira transforma a Zona Leste de BH em protagonista literária
O cineasta mineiro André Novais Oliveira lança seu primeiro livro de contos, 'Na Zona Leste'. Conheça a obra que une literatura, fotografia e cotidiano mineiro.
Entre a literatura e o cinema, o olhar sensível de André Novais Oliveira ganha uma nova forma de expressão. Reconhecido por sua trajetória premiada nas telas, o diretor mineiro agora estreia na escrita com o livro de contos “Na Zona Leste”, lançado pela Editora Quixote em Belo Horizonte e São Paulo.
A obra reúne dez histórias curtas que transitam entre o cotidiano e a ficção, revelando personagens, cenários e atmosferas da Zona Leste da capital mineira. Mesmo fora das telas, a narrativa de André mantém forte diálogo com o cinema — seus textos evocam imagens, movimentos e silêncios que parecem prontos para ganhar vida audiovisual.
Os contos conduzem o leitor por bairros como Floresta, Santa Tereza e Sagrada Família, compondo um mosaico urbano que vai além da geografia. Para o autor, a região é, sobretudo, um modo de vida. “O estímulo vem da observação cotidiana, das minhas andanças. É um local interessante e propício para várias histórias”, afirma.
A publicação é enriquecida pelas fotografias de Matéria Prima, artista da cena hip-hop belo-horizontina, que captura com autenticidade a paisagem e o ritmo da cidade — de viadutos e escadarias a ônibus lotados e pequenos comércios de bairro. Para André, as imagens ajudam a traduzir uma Belo Horizonte única, reforçando o caráter quase cinematográfico do livro.
O prefácio é assinado pela atriz e poeta Elisa Lucinda, que destaca a capacidade do autor de envolver o público mesmo a partir de histórias aparentemente simples. Segundo ela, a obra convida o leitor a acompanhar personagens anônimos em tempo real, criando uma conexão imediata e instigante.
Aos 41 anos, André não pretende parar por aí. Animado com a experiência literária, ele já planeja novos projetos que transitam entre diferentes linguagens. Paralelamente, o cineasta celebra a repercussão de seu mais recente longa, “Se eu fosse vivo... Vivia”, exibido no Festival de Berlim e elogiado pela crítica internacional.
Entre páginas e telas, André Novais Oliveira reafirma sua marca: contar histórias que nascem do cotidiano, mas ganham dimensão universal.
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