Cruzeiro avalia futuro de Fagner e Gabigol em meio à reformulação do elenco
O Cruzeiro inicia reformulação para 2026: Bolasie e outros dois saem. Sob o comando de Tite, as permanências de Gabigol e Fagner estão sob análise. Confira!
Com o encerramento da maioria das competições nacionais, o futebol brasileiro entra oficialmente no período conhecido como “dança das cadeiras”. Enquanto Corinthians e Vasco ainda disputam a final da Copa do Brasil, os demais clubes já iniciaram o planejamento para a próxima temporada, com movimentações concentradas nos bastidores e foco na reformulação de elencos.
No Cruzeiro, o processo já começou. A diretoria confirmou a dispensa de três jogadores: Gamarra, Eduardo e Bolasie. Além deles, outros atletas seguem com situação indefinida, entre eles o lateral-direito Fagner e o atacante Gabigol.
Emprestado pelo Corinthians, Fagner tem contrato com o Cruzeiro até o fim de dezembro e, em princípio, deveria se reapresentar ao clube paulista no início da próxima temporada. Até o momento, a Raposa não se manifestou oficialmente sobre a possibilidade de exercer o direito de compra ou renovar o empréstimo.
Questionado sobre o assunto, o dono da SAF cruzeirense, Pedro Lourenço, afirmou que o caso ainda está em análise. Dentro de campo, Fagner agradou parte da torcida quando atuou, principalmente pela segurança defensiva e pela experiência. O lateral chegou a assumir a titularidade, mas perdeu espaço após sofrer uma fratura na fíbula da perna direita, em 30 de julho, na partida contra o CRB, pela Copa do Brasil.
Outro nome que gera incertezas é o do atacante Gabriel Barbosa. A permanência do camisa 9 passa por uma série de fatores, dentro e fora de campo. Um deles é o desgaste no relacionamento com a torcida após a eliminação do Cruzeiro na semifinal da Copa do Brasil, diante do Corinthians, quando Gabigol desperdiçou uma cobrança de pênalti decisiva. Após o episódio, o jogador passou a ser alvo de críticas nas redes sociais, e um grafite em sua homenagem no muro da Toca da Raposa I chegou a ser vandalizado e posteriormente apagado.
A chegada do técnico Tite também pesa no cenário. Gabigol e o treinador tiveram uma relação conturbada no Flamengo, com atritos públicos. Após a final da Copa do Brasil de 2024, o atacante chegou a declarar que não se sentiu respeitado pelo técnico. Durante a passagem de Tite pelo clube carioca, Gabriel teve poucas oportunidades como titular.
Em 2025, a situação se repetiu no Cruzeiro. Sob o comando de Leonardo Jardim, o esquema adotado não favorecia as características do atacante, que passou grande parte da temporada no banco de reservas. Quando acionado, geralmente entrava na etapa final das partidas ou em situações de ausência de titulares. Ao longo do ano, Gabigol manifestou publicamente o desejo de atuar com mais frequência e afirmou que sua permanência seria definida em conversa com a diretoria no mês de dezembro.
Com a chegada de um novo treinador e o início do planejamento para a próxima temporada, o Cruzeiro avalia caso a caso e deve definir nos próximos dias os rumos de Fagner, Gabigol e de outros jogadores que integram o elenco celeste.
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