Copasa desmente boato sobre corpo em reservatório e reforça segurança da água

Set 11, 2025 - 15:33
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Copasa desmente boato sobre corpo em reservatório e reforça segurança da água
Mensagem falsa associava qualidade da água ao aumento de casos de diarreia na Grande BH. Foto: Divulgação: Copasa

A Copasa desmentiu, nesta quinta-feira (11/9), um áudio que circula em grupos de WhatsApp afirmando que um corpo em decomposição teria sido encontrado dentro de um reservatório da companhia na Região Metropolitana de Belo Horizonte. No áudio, uma mulher associa o suposto fato ao surto de diarreia registrado na região.

Segundo a empresa, a informação é falsa e não há qualquer registro do ocorrido.

Na gravação, uma voz feminina afirma que a situação estaria provocando gosto forte na água e orienta uma amiga a comprar água mineral. "Se vocês puderem comprar água mineral... não sei se no seu bairro já está um gosto horrível na água. Isso tem uns quatro dias, mas parece que hoje acharam um corpo em estado de decomposição dentro da caixa que abastece nós", diz a mulher, que não se identifica.

Procurada, a Copasa negou a veracidade da mensagem. A companhia ressaltou que não houve registro de corpo em nenhum de seus reservatórios e garantiu que não há risco de contaminação da água.

Em nota, reforçou o compromisso com a qualidade e a segurança do abastecimento: “Todos os processos de tratamento e distribuição seguem rigorosos padrões de controle, garantindo que a água que chega às residências esteja dentro dos parâmetros de potabilidade exigidos pela legislação”.

A Copasa ainda orientou a população a não compartilhar informações sem checar a veracidade e a buscar esclarecimentos apenas nos canais oficiais da companhia ou de órgãos responsáveis.

Surto de diarreia em Contagem

Nos últimos dias, Contagem, na Grande BH, registrou aumento de casos de gastroenterite e Doença Diarreica Aguda (DDA). Entre 3 de agosto e 8 de setembro, foram 1.957 atendimentos em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), média de 54 casos por dia  o que equivale a uma procura médica a cada 27 minutos.

Apesar da coincidência de datas, a Copasa garante que o surto não tem relação com a qualidade da água fornecida. Nesta quarta-feira (10/9), a empresa informou ter encaminhado, por iniciativa própria, um relatório de mais de 300 páginas ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), reunindo análises laboratoriais e testes feitos em residências da Região Metropolitana e em todo o sistema de captação e abastecimento.

O caso é acompanhado pelo Governo de Minas, pelo MPMG e pela Arsae-MG (Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário de Minas Gerais).

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