CCJ do Senado aprova PL Antifacção para combate ao crime organizado
A CCJ do Senado aprova o PL Antifacção, que reformula o combate ao crime organizado. O projeto aumenta penas, estabelece até 60 anos de prisão para lideranças, dificulta a progressão de regime e cria a CIDE-Bets para segurança. O texto também prevê o monitoramento de presos e o fim das visitas íntimas para faccionados.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (10), o projeto que cria o Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, conhecido como PL Antifacção. A proposta endurece penas contra facções, milícias e organizações criminosas, amplia instrumentos de investigação e altera regras de cumprimento de pena.
O texto do relator Alessandro Vieira (MDB-SE) modifica a versão aprovada pela Câmara ao atualizar a atual Lei das Organizações Criminosas, atendendo a um pedido do Ministério da Justiça e da Polícia Federal para evitar brechas jurídicas. O projeto diferencia organizações criminosas, facções e milícias, prevendo penas de 15 a 30 anos para integrantes e financiadores, que podem chegar a até 60 anos para líderes, com cumprimento em presídios federais. Com agravantes, as punições podem alcançar até 120 anos.
A proposta endurece a progressão de regime, exigindo ao menos 70% da pena em regime fechado para crimes hediondos, percentual que sobe para 75% para membros de facções e milícias, podendo chegar a 85% em casos de reincidência. Também acaba com a visita íntima para condenados por crimes de organização criminosa e autoriza o monitoramento de visitas e comunicações, com exceção das conversas entre advogados e presos, salvo decisão judicial.
O projeto cria o crime de recrutamento de crianças e adolescentes por organizações criminosas, institui um tributo de 15% sobre apostas online para financiar a segurança pública e prevê regras mais rígidas de controle para postos de combustíveis. Também fortalece a integração entre forças de segurança, amplia instrumentos de investigação, autoriza o sequestro de bens ainda na fase de apuração e cria um banco nacional de dados sobre integrantes e empresas ligadas ao crime organizado.
A proposta segue agora para votação no plenário do Senado e, se for aprovada com mudanças, retornará à Câmara dos Deputados.
Fonte: G1
Qual é a sua reação?








