Bebê cai da cama e fica com carregador cravado na testa em Divinópolis
Acidente doméstico grave em Divinópolis (MG) serve de alerta. Entenda como o bebê se acidentou com um carregador de celular e quais os riscos de sequelas.
Uma menina de apenas 1 ano e quatro meses sofreu um grave acidente doméstico na noite de segunda-feira (12/1), em Divinópolis, na Região Oeste de Minas Gerais. A criança caiu da cama e acabou atingindo a testa em um carregador de celular que estava no chão, ficando com o objeto cravado na cabeça. O impacto foi tão forte que o carregador chegou a atingir o crânio da bebê.
A criança foi levada inicialmente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Divinópolis, onde os médicos constataram uma fratura no crânio. Diante da gravidade do caso, ela foi transferida imediatamente para o Hospital São João de Deus, onde passou por uma cirurgia de emergência para a retirada do objeto e correção da lesão.
O neurologista Bruno Castro, responsável pelo atendimento, explicou que houve um pequeno sangramento, prontamente controlado pela equipe médica. “Qualquer lesão cerebral pode deixar uma cicatriz que, no futuro, pode desencadear crises convulsivas ou epilepsia. Por isso, é necessário acompanhamento. Apesar disso, a chance de sequelas é baixa”, afirmou.
Após o procedimento cirúrgico, a menina foi encaminhada ao Centro de Terapia Intensiva (CTI), onde permaneceu por cerca de 36 horas. Exames de controle, como tomografia, apresentaram resultados satisfatórios. Devido ao risco de contaminação — já que o carregador é considerado um material contaminado —, a criança segue internada apenas para completar o ciclo de antibióticos, mas apresenta boa evolução clínica. A previsão é de alta médica nos próximos dias.
Segundo relato da mãe, ela deixou a filha sozinha na cama por alguns instantes enquanto foi ao banheiro. Pouco depois, ouviu o choro da criança e a encontrou caída no chão, com os pinos do carregador cravados na testa. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado imediatamente e realizou o encaminhamento à UPA. Em nenhum momento a criança perdeu a consciência.
O neurologista reforça o alerta para acidentes domésticos envolvendo crianças pequenas. “A maioria desses casos acontece dentro de casa e em poucos segundos de descuido. Crianças que ainda não andam não devem ficar sozinhas em camas ou superfícies elevadas. O ideal é colocá-las no chão ou em locais seguros, como um cercadinho”, orienta.
O caso serve de alerta para os riscos presentes em situações cotidianas e reforça a importância de cuidados redobrados com crianças pequenas dentro de casa.


Gabriella Nobre 


