O Atlético-MG completa um mês sob o comando do técnico Eduardo Domínguez ainda em busca de estabilidade. Contratado em fevereiro para substituir Jorge Sampaoli, o treinador iniciou um processo de reformulação em meio a jogos decisivos e resultados irregulares.
Desde a chegada, Domínguez precisou lidar com um calendário apertado e pouca margem para treinamentos. Sua estreia indireta foi na derrota para o Grêmio, quando ainda observava a equipe. Em seguida, já à beira do campo, conduziu o time à classificação sobre o América-MG na semifinal do Campeonato Mineiro, mas acabou superado pelo Cruzeiro na decisão.
No Campeonato Brasileiro, o desempenho segue abaixo do esperado. Em oito jogos recentes, o time soma duas vitórias, dois empates e quatro derrotas, evidenciando a dificuldade em encontrar regularidade.
Mudanças e ajustes táticos
Uma das principais características do início de trabalho de Domínguez é a constante alteração na equipe titular. O treinador tem testado diferentes formações e peças, buscando um modelo de jogo mais eficiente. Alguns jogadores, no entanto, ganharam sequência, como o goleiro Everson, o zagueiro Ruan, o lateral Renan Lodi e o volante Alan Franco.
No setor ofensivo, o técnico tenta encontrar a melhor parceria para Hulk, principal referência do elenco. Nomes como Dudu, Reinier, Cassierra e Cuello têm recebido oportunidades, sem ainda se firmarem de forma definitiva.
O meio-campo também passa por ajustes. Jogadores como Gustavo Scarpa, Bernard e Igor Gomes alternam entre titularidade e banco, enquanto o papel de Victor Hugo tem gerado debate, especialmente pela utilização em funções mais recuadas.
Evolução defensiva e desafios ofensivos
Se por um lado o sistema defensivo apresentou evolução — com melhora na proteção da área e jogos sem sofrer gols em casa —, por outro, o setor ofensivo ainda preocupa. A equipe segue com baixo aproveitamento nas finalizações e dificuldades para criar jogadas com consistência.
Além disso, falhas individuais continuam impactando os resultados, especialmente em partidas fora de casa, onde o time ainda não conseguiu se impor no Brasileirão.
Após a derrota na final estadual, Domínguez adotou um discurso mais firme e cobrou intensidade do elenco. “Quem não correr, não vai jogar”, afirmou, deixando claro o perfil exigente de seu trabalho.
Período de ajustes e próximos desafios
Com a pausa no calendário devido à Data Fifa, o treinador terá cerca de dez dias para intensificar os treinamentos e acelerar o processo de adaptação da equipe ao seu modelo de jogo.
Além do Campeonato Brasileiro, o Atlético-MG terá compromissos importantes ao longo da temporada, como a Copa do Brasil — onde enfrentará o Ceará na próxima fase — e a Copa Sul-Americana.
Ainda em fase inicial de trabalho, Domínguez tenta equilibrar ajustes táticos e resultados imediatos. O desempenho nas próximas rodadas será decisivo para consolidar o novo projeto e recolocar o Atlético-MG no caminho das vitórias.