Atlético-MG redefine cronograma para aporte de R$ 500 milhões na SAF
Atlético-MG adia para maio a conclusão do aporte de R$ 500 milhões da SAF. Veja como o investimento dos Menin será usado para quitar dívidas bancárias e por que a participação de Daniel Vorcaro será reduzida.
O Atlético Mineiro ajustou o cronograma para a concretização do aporte de R$ 500 milhões por parte dos acionistas majoritários da SAF, Rubens Menin e Rafael Menin. A operação, inicialmente prevista para ser concluída em até 30 dias, deve agora ser finalizada ao longo do mês de maio, em razão de entraves burocráticos.
O prazo anteriormente estipulado pela diretoria se encerra nesta segunda-feira, mas ainda há etapas formais a serem cumpridas. Entre elas, está a convocação de uma reunião do Conselho Deliberativo do clube, prevista para ocorrer até o dia 30 de abril. Após a convocação, o estatuto prevê um intervalo de até 15 dias para a realização do encontro.
Somente após a aprovação do Conselho é que o aporte poderá ser efetivamente realizado. Com isso, a expectativa interna é de que o processo seja concluído após a metade de maio.
O investimento de R$ 500 milhões tem como principal objetivo a quitação de débitos bancários, considerados um dos principais entraves financeiros do clube. De acordo com o último balanço, o Atlético-MG possui uma dívida total de aproximadamente R$ 1,8 bilhão, sendo cerca de R$ 941 milhões relacionados a compromissos com instituições financeiras.
A elevada carga de juros sobre esses débitos impacta diretamente o orçamento do futebol, limitando a capacidade de investimento e exigindo constantes ajustes na gestão financeira. A expectativa da diretoria é que, com a entrada dos recursos, o clube ganhe fôlego no fluxo de caixa e maior estabilidade para planejamento esportivo.
Além do impacto financeiro, o aporte também provocará mudanças na composição acionária da SAF. Conforme determina a legislação, os demais acionistas deveriam acompanhar proporcionalmente o investimento para manter suas participações. No entanto, o empresário Daniel Vorcaro não seguirá esse movimento.
Atualmente detentor de cerca de 20% das ações, Vorcaro já havia realizado aportes anteriores no clube, mas, afastado do Conselho da SAF, não participará da nova injeção de capital. Com isso, sua participação deve ser reduzida para algo entre 4% e 5%, tornando-se minoritária no quadro societário.
Internamente, o clube considera o aporte estratégico não apenas para reorganizar as finanças, mas também para consolidar o controle acionário nas mãos dos investidores majoritários, fortalecendo a governança da SAF.
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