Adolescente de 13 anos é resgatada pela PRF em Minas Gerais após viagem interestadual planejada por adulto

Menor viajava sozinha de Diadema (SP) para Aracaju (SE) sem documentos. PRF e FICCO/BA identificaram que viagem foi custeada por homem de 30 anos. Confira o caso.

Adolescente de 13 anos é resgatada pela PRF em Minas Gerais após viagem interestadual planejada por adulto
A jovem viajava desacompanhada e sem documentação legal em um ônibus que partiu de Diadema (SP) com destino a Aracaju (SE). crédito: PRF/Divulgação Estado de Minas

Uma adolescente de 13 anos, que viajava sozinha e sem documentação legal, foi resgatada na noite de domingo (25/1) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Montes Claros, na Região Norte de Minas Gerais. A menor seguia de Diadema (SP) com destino a Aracaju (SE) quando foi localizada no km 513 da BR-251, graças à troca de informações entre a PRF da Bahia e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/BA).

Durante a abordagem, os policiais verificaram que a adolescente não possuía autorização judicial nem documentos que permitissem a viagem desacompanhada, em desacordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ao ser ouvida, ela contou que a viagem havia sido planejada e custeada por um homem de 30 anos, com quem mantinha contato virtual. Segundo o depoimento, o suspeito teria organizado toda a logística pelo celular, incluindo o transporte até o terminal rodoviário em São Paulo.

As autoridades apontam indícios de aliciamento, já que o destino final da jovem seria a residência do homem em Sergipe. Diante da gravidade, o caso foi encaminhado à Polícia Civil, que investiga crimes como aliciamento de menor e outras infrações previstas na legislação. O celular da adolescente foi apreendido para perícia, visando auxiliar nas investigações.

A menor foi entregue ao Conselho Tutelar de Montes Claros, que passa a acompanhar as medidas de proteção necessárias. O ônibus utilizado na viagem também foi recolhido ao pátio credenciado, por infração administrativa da empresa de transporte, que permitiu o embarque da adolescente sem as exigências legais.

O caso reforça a importância da fiscalização de viagens interestaduais de menores e do monitoramento de possíveis crimes envolvendo aliciamento e exploração de crianças e adolescentes.