Tarcísio de Freitas busca candidato de perfil moderado para Senado em SP enquanto aliados de Bolsonaro defendem nomes mais radicais
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) articula estratégia para o Senado em São Paulo. Entenda o impasse entre nomes moderados e a ala bolsonarista do PL.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem demonstrado preocupação com a disputa pelo Senado neste ano e defende que a direita paulista lance um nome de perfil mais moderado para aumentar as chances de vitória. Até o momento, está praticamente fechado que o deputado federal Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública do estado, será um dos candidatos. Já o segundo nome ainda está em discussão, após a saída de Eduardo Bolsonaro (PL) da corrida.
O filho “02” do ex-presidente Jair Bolsonaro tem apoiado nomes mais alinhados ao bolsonarismo, como o deputado estadual Gil Diniz (PL) e os deputados federais Mário Frias (PL) e Marco Feliciano (PL). Este último ganha força devido ao apelo evangélico e ao histórico de apoio de Flávio Bolsonaro (PL), que prometeu incluí-lo na disputa após Feliciano ter sido preterido na última eleição em favor de Marcos Pontes, astronauta que integrou a chapa que elegeu Tarcísio em 2022.
Aliados de Tarcísio avaliam que a direita corre o risco de não conquistar nenhuma cadeira se apostar apenas em candidatos radicais, especialmente diante da possibilidade de a esquerda levar as duas vagas, caso o PT consiga articular uma chapa mais centrista. Entre os nomes cotados para essa composição estão Fernando Haddad (PT), Simone Tebet (MDB) e Marina Silva (Rede), com Tebet e Marina mantendo conversas para se transferirem ao PSB.
O governador também tem dúvidas sobre o desempenho de Derrite na campanha, já que, após deixar o cargo de secretário, ele pode perder visibilidade e tração junto ao eleitorado. Tarcísio discutiu o tema com Bolsonaro durante visita ao ex-presidente em Brasília na semana passada.
Uma das opções para o segundo nome da direita é a deputada Rosana Valle, presidente do PL Mulher em São Paulo e defendida por Michelle Bolsonaro, que chegou a pedir ao presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, que incluísse seu nome nas pesquisas. No entanto, aliados acreditam que Valle pode não aceitar a candidatura.
Questionado sobre o tema nesta quarta-feira (5/2), Tarcísio afirmou que a definição será feita mais à frente, de forma conjunta entre os partidos, e que o critério principal será o candidato que estiver melhor pontuando nas pesquisas.
A disputa pelo Senado em São Paulo começa a se desenhar como um choque entre nomes moderados e radicais, enquanto a direita busca equilíbrio para não ceder espaço à esquerda em um dos maiores colégios eleitorais do país.
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