A Polícia Civil de Minas Gerais apura as causas da queda de um avião de pequeno porte que atingiu um prédio no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte. Entre as hipóteses analisadas está o possível excesso de peso na aeronave.
Segundo a delegada Andrea Pochmann, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) trabalha com essa linha de investigação e realiza a verificação da carga transportada. Para isso, a Polícia Civil disponibilizou uma balança para pesagem de bagagens e pertences das vítimas. O peso dos corpos também foi solicitado ao Instituto Médico Legal (IML), assim como será avaliado o dos sobreviventes.
O avião envolvido é um modelo EMB-721C, fabricado em 1979, com capacidade para até seis pessoas e peso máximo de decolagem de 1.633 quilos. A aeronave havia partido do Aeroporto da Pampulha às 12h16, com destino ao Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, transportando cinco ocupantes.
Após a decolagem, o piloto relatou dificuldade para ganhar altitude e declarou emergência. Na sequência, o avião caiu e atingiu um imóvel na Rua Ilacir Pereira Lima.
Três pessoas morreram: o piloto Wellington de Oliveira Pereira, de 34 anos; Fernando Souto Moreira, de 36, que ocupava o assento do copiloto; e o empresário Leonardo Berganholi, de 50 anos, que faleceu posteriormente no Hospital João XXIII.
Outros dois passageiros permanecem internados: Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos, e Hemerson Cleiton Almeida, de 53.
As investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias do acidente.