Zema defende privatização da Copasa e diz que Estado exigirá bilhões em investimentos
Após aprovação da PEC que retira referendo, Zema defende privatização da Copasa para garantir R$ 10 a R$ 20 bilhões em saneamento. O governador negou aumento de tarifas e citou a Cemig na quitação de dívidas com a União.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta quinta-feira (6) que a privatização da Copasa deverá incluir a exigência de investimentos bilionários voltados à universalização do saneamento básico no Estado. A declaração foi feita durante a inauguração de uma unidade da cervejaria Heineken, em Passos, no Sul de Minas.
O comentário de Zema ocorre um dia após a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovar, em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 24/2023, que retira a obrigatoriedade de um referendo popular para autorizar a venda da estatal. O texto foi interpretado como o primeiro passo formal rumo à desestatização da companhia.
Ao ser questionado sobre o fim da consulta popular, o governador afirmou que o Estado não tem condições financeiras de promover a ampliação dos serviços de saneamento por conta própria e que a iniciativa privada poderia garantir maior eficiência e investimento.
“Uma das exigências que nós temos é que quem vier adquiri-la coloque bilhões e bilhões — não sei se R$ 10 bilhões ou R$ 20 bilhões — para que todo mineiro tenha água e esgoto tratado. Se fosse depender do Estado, não sei quando isso ia acontecer”, declarou Zema.
O governador também rebateu críticas da oposição, negando que a privatização provocará aumento nas tarifas de água.
“Não haverá aumento de conta de água, como a oposição alardeou. O que nós queremos é melhorar. O setor privado faz com muito mais eficiência”, afirmou.
Ainda nesta quinta-feira, o governo mineiro informou que irá manifestar ao governo federal o interesse em aderir ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). No documento, Zema incluirá a Cemig entre os ativos que poderão ser entregues à União como forma de quitar parte das dívidas estaduais.
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