Oscilações climáticas e queimadas elevam riscos à saúde física e mental
As variações do clima e a fumaça das queimadas têm provocado impactos diretos na saúde da população. Em entrevista para o EPTV Na Escola o médico Marcos Afonso Cardozo e Jacinto, especialista em clínica médica e reumatologia, o corpo humano precisa manter uma temperatura estável para funcionar bem, mas oscilações bruscas dificultam esse equilíbrio.
“No calor, o corpo transpira e reduz o metabolismo; no frio, contrai vasos e acelera o metabolismo. Quando esses mecanismos falham, há risco de vida”, explica o especialista.
A baixa umidade do ar resseca as mucosas do nariz e garganta, facilitando infecções. Já a fumaça das queimadas contém partículas que agravam doenças respiratórias como asma, rinite e DPOC.
“A fumaça é um gatilho potente para crises graves. Estudos indicam aumento de até 20% nas internações respiratórias em períodos de queimadas”, destaca Jacinto.
Além dos efeitos físicos, o médico alerta para impactos na saúde mental.
“O calor extremo e as ondas de calor estão ligados ao aumento de sintomas psicológicos e até de suicídios. Precisamos fortalecer o acolhimento em saúde mental e os CAPS”, defende.
Os grupos mais vulneráveis são crianças, idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas, trabalhadores expostos ao sol e famílias de baixa renda.
“Crianças e idosos têm mais dificuldade de regular a temperatura, e quem vive em condições precárias tem menos recursos para se proteger”, diz Jacinto.
Entre as medidas de prevenção, o médico reforça a importância de hidratar-se bem, evitar exposição prolongada ao sol e buscar atendimento médico diante de sintomas respiratórios.
“O corpo humano é adaptável, mas tem limites. Respeitá-los é essencial em tempos de mudanças climáticas cada vez mais intensas”, conclui.
Fonte: EPTV Na Escola Sul de MInas.
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