Mineração estratégica coloca Minas Gerais no centro da transição energética

Minas Gerais lidera a transição energética com 49% das terras raras e 90% do nióbio do Brasil. Seminário debate investimentos de R$ 119 bilhões e criação de 55 mil empregos no setor mineral.

Mai 13, 2026 - 15:02
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Mineração estratégica coloca Minas Gerais no centro da transição energética
Protagonismo de Minas Gerais foi assunto de debate sobre o futuro da Mineração no estado Foto: Alex de Jesus/O Tempo

Minas Gerais desponta como um dos principais protagonistas da transição energética no Brasil devido à diversidade mineral e à capacidade de avançar na verticalização da cadeia produtiva. O tema foi debatido nesta quarta-feira (13) durante o seminário “Mineração 360°”, promovido pelo jornal O TEMPO, que reuniu representantes do setor mineral, autoridades públicas e especialistas para discutir o futuro da mineração no país.

Durante o primeiro painel do evento, o subsecretário de Atração de Investimentos e Cadeias Produtivas da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Daniel Medrado, destacou que o Estado vive um novo ciclo histórico ligado à mineração, impulsionado pela crescente demanda mundial por minerais estratégicos utilizados em tecnologias limpas e baterias elétricas.

Segundo ele, Minas Gerais reúne condições favoráveis para não apenas extrair minerais, mas também avançar no beneficiamento e processamento industrial, agregando maior valor à produção mineral. Medrado ressaltou que o Estado concentra 49% das reservas brasileiras de terras raras, além de possuir 74% das reservas nacionais de grafite e mais de 90% das reservas de nióbio, minerais considerados essenciais para a indústria tecnológica e energética.

O consultor de Relações Institucionais do Sindiextra, Luis Vianna, reforçou a diversidade mineral mineira e destacou o potencial de regiões como Poços de Caldas, Araxá e Vale do Jequitinhonha no cenário internacional da mineração estratégica. Segundo ele, além das terras raras, Minas também possui relevância na produção de lítio, manganês, cobre, zinco e alumínio.

Já o diretor de Mineração e Ativos da Codemge, Leandro César Pereira, afirmou que o avanço da verticalização da produção pode transformar Minas Gerais em exportador de produtos minerais com maior valor agregado, fortalecendo a competitividade internacional do Estado.

Além do impacto econômico, os debatedores também destacaram o potencial de geração de empregos. De acordo com dados apresentados no seminário, o setor minerário mineiro recebeu cerca de R$ 119 bilhões em investimentos entre 2019 e 2025 e a expectativa é de criação de aproximadamente 55 mil novos postos de trabalho nos próximos anos.

O debate também abordou a necessidade de equilibrar crescimento econômico, sustentabilidade ambiental e desenvolvimento social diante da expansão da mineração voltada à transição energética.

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