Mais de 400 mulheres influentes pedem ao Irã que suspenda a execução de ativista condenada por 'rebelião armada'

Mais de 400 mulheres influentes e especialistas da ONU pedem que o Irã suspenda a execução da ativista Zahra Tabari, condenada à morte após segurar uma faixa de protesto. Saiba mais sobre o caso.

Dez 25, 2025 - 17:14
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Mais de 400 mulheres influentes pedem ao Irã que suspenda a execução de ativista condenada por 'rebelião armada'

   Mais de 400 mulheres influentes de todo o mundo — entre elas quatro vencedoras do Prêmio Nobel, ex-presidentes e ex-primeiras-ministras — pediram nesta terça-feira (23) que o Irã suspenda imediatamente a execução da engenheira e ativista Zahra Tabari, de 67 anos. Segundo o apelo público, ela foi condenada à morte em outubro após um julgamento de apenas 10 minutos, realizado por videoconferência e sem a presença de um advogado de sua escolha.

   De acordo com a carta, organizada pela associação Justiça para as Vítimas do Massacre de 1988 no Irã, Tabari foi presa por segurar uma faixa com os dizeres “Mulher, Resistência, Liberdade”, uma referência ao slogan “Mulher, Vida, Liberdade”, que se tornou símbolo dos protestos nacionais de 2022 após a morte de Mahsa Amini sob custódia das autoridades iranianas. A ativista teria sido condenada pelo crime de “baghi” (rebelião armada), apesar de não haver indícios de envolvimento em ações violentas.

   Embora a mídia estatal iraniana não tenha confirmado oficialmente a condenação, oito especialistas independentes em direitos humanos da ONU também exigiram que o país interrompa a execução, denunciando graves violações do direito internacional e do direito a um julgamento justo. Segundo a organização Iran Human Rights, sediada na Noruega, mais de 40 mulheres foram executadas no Irã apenas neste ano, reforçando as preocupações sobre o uso da pena de morte contra dissidentes políticos e ativistas.

 

Fonte: O Globo

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