Ventania chega a 98 km/h em SP, deixa mais de 2 milhões de imóveis sem luz, derruba árvores e cancela voos
Rajadas de vento de até 98 km/h causaram destruição em São Paulo, deixando mais de 2 milhões de imóveis sem luz, derrubando dezenas de árvores e causando cancelamento de voos e fechamento de parques.
Os fortes ventos que atingiram a capital paulista e a região metropolitana na manhã desta quarta-feira (10) causaram um rastro de destruição, deixando mais de 2 milhões de imóveis sem energia elétrica, derrubando dezenas de árvores, fechando parques e provocando o cancelamento de voos e atendimentos médicos. As rajadas chegaram a 98 km/h na estação do Inmet da Lapa, na Zona Oeste de São Paulo.
Segundo a Defesa Civil estadual, quatro pessoas tiveram ferimentos leves após quedas de árvores e galhos em diferentes regiões da capital. Até as 17h, de acordo com a Enel, 2.255.281 clientes estavam sem luz na Grande São Paulo, sendo cerca de 1,48 milhão apenas na capital. Diversos bairros ficaram às escuras e dezenas de semáforos pararam de funcionar.
O apagão afetou inclusive o Hospital São Paulo, na Vila Clementino, onde consultas precisaram ser reagendadas. A concessionária de energia afirmou que a situação foi agravada pela passagem de um ciclone extratropical e pelo impacto de árvores e objetos na rede elétrica. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) anunciou que acionará a Aneel e a Justiça por providências contra a Enel.
Os ventos também impactaram o transporte aéreo. No Aeroporto de Guarulhos, ao menos 37 voos foram cancelados ou desviados, enquanto Congonhas registrou cancelamentos e voos alternados. No transporte público, a Linha 10–Turquesa da CPTM passou a operar com intervalos maiores após danos na rede aérea.
Somente na capital, 57 árvores caíram durante a manhã, e o Corpo de Bombeiros recebeu mais de 500 chamados relacionados ao problema. Como medida preventiva, a prefeitura e o governo do estado fecharam parques municipais e estaduais na capital e na região metropolitana, que devem ser reabertos apenas após nova avaliação técnica.
Fonte: G1


Aline Brito 


