Minas Gerais entra em alerta com aumento de doenças respiratórias e prevê pico em um mês

Alerta em Minas! Casos de doenças respiratórias disparam em 2026 com média de 70 novos registros por dia. Veja o plano de expansão de leitos, a vacinação contra Influenza e como proteger idosos e crianças do VSR e COVID-19.

Abr 1, 2026 - 14:43
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Minas Gerais entra em alerta com aumento de doenças respiratórias e prevê pico em um mês
Para suportar o aumento de casos, leitos foram abertos Foto: RAÍSSA OLIVEIRA / O TEMPO

O Minas Gerais entrou em estado de alerta diante do crescimento dos casos de doenças respiratórias em 2026. Dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais indicam média diária de 70 novos casos, com previsão de pico nas próximas quatro semanas.

As enfermidades mais recorrentes incluem COVID-19, bronquiolite e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), afetando principalmente idosos acima de 65 anos e crianças menores de dois anos — grupos considerados mais vulneráveis a complicações.

Para enfrentar o aumento da demanda, o governo estadual anunciou a ampliação da rede hospitalar, com a abertura de novos leitos no Hospital Infantil João Paulo II. Ao todo, serão disponibilizados sete leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 19 de enfermaria, além da criação de novos consultórios e salas de atendimento clínico.

A unidade já apresenta alta taxa de ocupação, com cerca de 80% dos leitos de UTI preenchidos. O aumento expressivo nos atendimentos reforça a necessidade de expansão: o hospital registrou crescimento de aproximadamente 2 mil para quase 5 mil casos entre fevereiro e março deste ano.

Além da estrutura física, o Estado também reforçou as equipes de saúde, com a contratação de profissionais de diferentes áreas, incluindo médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos de enfermagem, com o objetivo de garantir atendimento adequado durante o período crítico.

Em relação ao atendimento de adultos e idosos, a Fhemig mantém leitos disponíveis em unidades como o Hospital Júlia Kubitschek e o Hospital Eduardo de Menezes, considerados referência no tratamento de doenças respiratórias.

Os idosos concentram a maior parte das internações, com mais de 9 mil registros entre pessoas de 65 a 72 anos. A redução da imunidade ao longo do tempo é apontada como um dos principais fatores para esse cenário, o que reforça a importância da vacinação periódica.

A imunização, inclusive, segue como a principal estratégia de prevenção. O estado já iniciou a campanha contra a Influenza, com foco em grupos prioritários como crianças, gestantes e idosos. Para ampliar a cobertura vacinal, será realizado um Dia D de mobilização em todo o estado.

O calendário também contempla vacinas importantes para reduzir complicações causadas por doenças respiratórias, além de estratégias inovadoras, como a imunização de gestantes contra o VSR, que permite a proteção indireta dos bebês ainda durante a gestação, e a aplicação de anticorpos em crianças com maior risco.

Até o momento, Minas Gerais contabiliza mais de 6 mil notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave com hospitalização, evidenciando a pressão crescente sobre o sistema de saúde.

Diante do cenário, autoridades reforçam a importância da vacinação, da busca por atendimento em casos de agravamento dos sintomas e da adoção de medidas preventivas, como higiene das mãos e uso de máscaras em situações de risco.

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