Saque de R$ 61 mil às vésperas da eleição leva PF a investigar suspeita de compra de votos em Betim
PF cumpre mandados em Betim nesta quarta (11/2) em operação que apura corrupção eleitoral. Investigação começou após saques suspeitos de R$ 61 mil vinculados a candidato.
Uma movimentação considerada atípica em uma agência bancária de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, desencadeou uma operação da Polícia Federal (PF) que apura um possível esquema de corrupção eleitoral nas eleições municipais de 2024.
As investigações começaram após uma mulher, ligada a um candidato a vereador na Câmara Municipal, ser flagrada realizando o saque de R$ 61 mil poucos dias antes do pleito. Abordada, ela afirmou que o valor seria destinado ao pagamento de despesas de campanha. No entanto, segundo a PF, a suspeita já havia efetuado outros saques de quantias elevadas e ainda planejava novas retiradas até a data da eleição, o que levantou indícios de irregularidades.
De acordo com os investigadores, as transações chamaram atenção pelo volume expressivo e pela proximidade com o período eleitoral. A partir da análise das movimentações financeiras, a Justiça autorizou a expedição de seis mandados de busca e apreensão, cumpridos na manhã desta quarta-feira (11/2), por determinação do 5º Juízo das Garantias. Todos os alvos da operação estão no município de Betim.
A PF apura a possível existência de um esquema estruturado de compra de votos e financiamento irregular de campanha. Documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais foram recolhidos para análise e podem reforçar as suspeitas.
Caso as irregularidades sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por falsidade ideológica eleitoral, corrupção eleitoral e associação criminosa — crimes que podem resultar em multas, perda de mandato e até prisão.
A investigação segue em andamento e novas diligências não estão descartadas.


Gabriella Nobre 



