Rússia promete compensação a atletas barrados da Olimpíada de Inverno após sanções internacionais

Comitê Olímpico Russo vai compensar 116 atletas impedidos de disputar os Jogos de Milão-Cortina 2026. Entenda o impacto das sanções e o único pódio conquistado.

Rússia promete compensação a atletas barrados da Olimpíada de Inverno após sanções internacionais
Sem suas principais estrelas e com uma participação reduzida, a Rússia teve seu desempenho mais modesto na história dos Jogos de Inverno. Richard Heathcote/Getty Images // Metrópoles

O Comitê Olímpico Russo anunciou que irá compensar financeiramente atletas do país que ficaram fora dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina. Ao todo, 116 esportistas serão contemplados com pagamentos e bônus após terem sido impedidos de competir no evento.

A decisão é uma resposta direta ao veto imposto pelo Comitê Olímpico Internacional, que excluiu delegações da Rússia e de Belarus das competições como consequência da invasão da Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022.

O anúncio foi feito pelo ministro do Esporte russo e presidente do ROC, Mikhail Degtyarev, durante um encontro com atletas que estiveram ligados à preparação para os Jogos. Segundo ele, a medida busca reconhecer o esforço dos esportistas prejudicados pela decisão internacional.

Apesar das restrições, alguns atletas russos conseguiram competir sob bandeira neutra, sem símbolos nacionais e sem a execução do hino do país — uma alternativa adotada para permitir participação individual em meio às sanções. Ainda assim, a maioria ficou de fora da disputa.

O desempenho russo na competição foi discreto. O único destaque veio com Nikita Filippov, que conquistou a medalha de prata na estreia do esqui-alpinismo, garantindo o único pódio para o país na edição.

A iniciativa do comitê russo reforça o impacto esportivo e político das sanções internacionais, que continuam a afetar diretamente a participação de atletas em competições de alto nível.